quarta-feira, 16 de setembro de 2015

DEIXANDO DE ACENDER VELAS PARA DEFUNTO RUIM





Deixando de acender velas para defunto ruim.
Marcos Inácio Fernandes.


O mestre, Câmara Cascudo, explicando o significado dos ditados populares e seus significados, nos esclarece a origem do ditado “O pior cego é o que não quer ver”. Diz ele: Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D’Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver. Atualmente, o ditado se refere à alguém que se nega a admitir um fato verdadeiro.

Aqui no facebook tem muitos assim. Publicam e compartilham muitas barbaridades, principalmente sobre o PT, Lula e Dilma e sobre a conjuntura política e quando a gente questiona e tenta fazer uma discussão sobre o assunto, elas se milindram. Pedem respeito por sua opinião e nem consideram a de quem lhe faz o questionamento. Algumas ainda saem com aquela frase do senso comum de que “política não se discute”. Ora, como não se discute?! Todo assunto é passível de discussão, mormente, um tema tão apaixonante como a POLÍTICA, que é uma coisa que permeia todo o tecido da vida social. O que muitos não sabem é que a política, além de ser uma arte é também uma ciência e, que todos nós somos agentes políticos, enquanto CIDADÃOS, que compartilhamos o mesmo espaço público nas cidades onde moramos e, como tal, também temos responsabilidades políticas.

O erro é achar que a cidadania se restringe ao VOTO e que POLÍTICOS são apenas os que detém cargos eletivos (vereadores, deputados estaduais e federais, Senadores,  Governadores e Presidente). Esses são apenas “comissários do povo” como ensina Rousseau no seu O Contrato Social, que é onde reside a soberania. Pois agora, essa soberania da maioria do povo brasileiro, que elegeu Dilma com mais de 54 milhões de votos está sendo questionada por alguns golpistas e encontra eco nas redes sociais. Querem o caos político. Apostam no quanto pior, melhor. Pedem até a volta da ditadura, pasmem!!

Hoje, alguns que nunca lutaram pela democracia, se arvoram em paladinos da mesma. Alguns artistas,(em decadência), que nunca foram exemplos de comportamento social adequado, mesmo nos valores da burguesia,vestem a roupagem de arautos dos bons costumes morais e políticos, se enrolam na bandeira do Brasil e tome discurso contra a corrupção, contra o governo, contra o PT!! Dá nojo tanta hipocrisia e tanta indignação seletiva.


Pois bem. Tentei travar esse embate político com as pessoas mais chegadas. Familiares, amigos e ex-alunos. Chego a conclusão, que é um desperdício de tempo, de palavras, de carinho e consideração. Não vou mais polemizar com vocês. Entretanto vou continuar a emitir as minhas opiniões e fazer o embate nas minhas redes sociais do blog Eu Quero É Sossego e no Face. Também vou guardar as postagens que considero “extravagâncias políticas” para analisá-las mais tarde, numa conjuntura mais favorável de menos ódio e menos intolerância. Prometo que não vou mais estragar velas com defunto ruim. Ruindade política, esclareça-se, e na minha avaliação pessoal. A amizade continua, ou não!

domingo, 13 de setembro de 2015

ANIVERSÁRIO EM FAMÍLIA.

 
 Ana, Arthur e Max

Hoje está completando mais uma volta em torno do sol o meu genro Max Oliveira. São bem umas trinta voltas. Foram comemorar a data na fazenda do Tião e da Gleide tomando banho no igarapé delicioso que tem na fazenda. Parabéns, felicidades e vida longa ao Max. São os votos da mundiça dos Fernandes: Marcos, Eró, Ana, Abelardo e Rogério.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

ALBUM DE FAMÍLIA 2

Tio João cravando oito ponto seis - 86 voltas em torno do sol.

Na minha passagem pelo Rio tive a felicidade de comemorar o aniversário do meu tio João, onde fiquei hospedado. No dia 26 de agosto, ele cravou 86 voltas em torno do sol e gozando de boa saúde. A data foi comemorada em família com um delicioso jantar preparado pela sua esposa D. Luzia, que estava de "juntar menino". Na oportunidade li um texto que havia escrito sobre a dureza da vida do meu tio no Rio de Janeiro, intitulada "UM HERÓI ANÔNIMO DO POVO BRASILEIRO". Ele ficou emocionado. Depois cortamos o bolo e cantamos o parabéns prá você - os parabéns de um vencedor. Felicidades e vida longa tio João.

 Ednaldo acendendo as velas, observado pelo sargento Pedro e Bia e o tio

                    Everaldo (camisa amarela) com mais dois irmãos
                            Sargento Pedro (neto) e Biatriz (bisneta).
                               D.Luzia, José, tio João e o dóia.
                       Tio João com filhos e netos, e a bisneta Bia
Em baixo a turma da retaguarda no melhor local da casa - a cozinha: Patrícia, Adriana, a mãe do Anderson (flamenguista e Vitória.

PASSANDO DA HORA DE REAGIR!!!

 Compartilho esse texto do Clemente, com o qual estou plenamente de acordo. Espero que os nossos parlamentares e as Instituições da República tomem providências. Quem quiser aparecer coloque um espanador no fundo e uma melancia na cabeça e vá desfilar por aí. Chega de omissão e de contemporização com essas indignidades! (MIF)
 
Este texto foi enviado para todos os Senadores do PT, Instituto LULA e Ministério da Cultura
Srs (as). O CRIME de CALÚNIA, DIFAMAÇÃO e DISCRIMINAÇÃO praticado pelo Sr. Fábio Júnior nos USA, no dia 06/09/2015, dia anterior as comemorações da INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, contra a Presidenta de nosso País e ao nosso companheiro LULA, com o agravante de zombar “usar” a sua deficiência física para humilhar e imputar aos mesmos CRIMES, insuflando propositalmente uma multidão de Brasileiros residentes naquele País, chegando ao ponto de incentivar coro de “DILMA VAI TOMAR NO C…”, o que é pior utilizando evento da REDE GLOBO, com provável recursos de incentivo a CULTURA.
Não podemos deixar passar em BRANCO a infâmia cometida contra a imagem do BRASIL, sem PROVIDÊNCIAS ENÉRGICAS por parte do PT, do INSTITUTO LULA e do Governo Federal, tanto no âmbito do Ministério da Justiça quanto do Ministério da Cultura. Vejam a parte citada: http://www.facebook.com/Implicante.org/videos/894123467323066/?fref=nf
Aprendemos com a nossa militância a não tolerar estes ABSURDOS, mas infelizmente, temos sido omissos e ou apáticos com vários CRIMES, que estão sendo praticados na internet, nada fazemos, inclusive permitimos que se degrade a imagem de LULA e DILMA através de bonecos e outras formas de impingi-los crimes, e NADA FAZEMOS … O QUE ACONTECE? ou não sabemos que: “[…] Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada. […]” No caminho com Maiakóvski
Além de exigirmos providências ao fato relato, solicitamos o CANCELAMENTO do subsídio da Lei Rouanet referente ao projeto “Do erudito ao popular”, de proposição da MC3 que realizará 05 apresentações da Orquestra.
Os cantores convidados serão: Fabio Jr e Thiago Arancam, já aprovado e que se encontra em fase de pré-produção com PRODUÇÃO para o período de janeiro a dezembro 2016 no valor de R$-2.619.460,00, inclusive este valor não pode ir para incentivar a ânsia dos HIPÓCRITAS e nem alimentar os porcos fascistas. Ajudaria na diminuição do nosso deficit. http://novosalic.cultura.gov.br/cidadao/dados-projeto?idPronac=501eac548e7d4fa987034573abc6e179MTg5NzAzZUA3NWVmUiEzNDUwb3RT
Com todo o respeito e cansado de tantas infâmias, suplico em nome da VERDADE e por um País mais JUSTO e menos HIPÓCRITA para nossos FILHOS, não esqueçamos que: “inteligência não é não cometer erros, mas saber resolvê-los rapidamente” assim como “Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar”. (Bertolt Brecht),
Respeitosamente

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

ALBUM DE FAMÍLIA 1



No ano passado, meu tio João e D.Luzia celebraram 60 anos de casados e resolveram casar no Eclesiástico, no Padre, com as bençãos da Igreja Católica. Festa nos trinques que reuniu seus 9 filhos, 6 netos e uma bisneta. Teve chuva de arroz e lançamento do buquê de flores, tudo dentro do figurino nupcial. Eis o registro.
                                       Tio João e D.Luzia
                          tio João,d.Luzia e seus filhos
                                       tio João, d.luzia e seus netos (Faltou uma neta e a bisneta Beatriz)

REVENDO A FAMÍLIA


 O guarda da casa da Preta. Cachorro bonitão que fiquei chamando Faísca, mas o nome é outro.

 A fachada da casa no fundo do quintal.

 A cozinha da casa. Só não tem microondas.

 Saboreando uma pizza com ela e seu sobrinho Aldo.

 Preta comigo. Ela está conservada no formol.

 Eu, Preta e uma vizinha

 A sala da casa tem esse Rack e dois sofás e agora com a foto da nossa família.


 Preta não aprendeu a escrever o nome com D. Iris, mas aprendeu em São Paulo.

O supermercado que fica a duas quadras da casa de Preta.

Visitei nesse mês de agosto a nossa irmã de criação, Cleonice. A Preta, que nós também chamávamos de Brazilina. Ela nasceu no Timbó, perto de Carnaúba distrito de Pedro Velho. Seus pais era morador do sítio de seu Pedro Adelino e mamãe a trouxe, ainda pequena, prá morar com a gente em Parnamirim. Ela cresceu com a gente e ajudou a criar Rogério e Araken. Ela é uma pessoa que tem atração por bichos e os bichos por ela. Atualmente cria um cachorro e sete gatos. Foi assim, desde pequena, e de um riso frouxo, que mamãe reclamava muito. Ela também dava definição de tudo que ocorria em Parnamirim e na Cohabinal sem sair de casa. Era um mistério que não conseguí entender até hoje - como ela sabia das coisas sem sair de casa. No início dos anos 80 casou com Raimundo, que veio a falecer ano passado. Seu casamento ou ajuntamento é uma história extraordinária e acho que única. O Raimundo veio de São Paulo para casar com sua noiva e a noiva não quis mais casar com ele, que disse que só voltava casado para São Paulo. Então a nossa vizinha D. Terezinha que conhecia a família de Raimundo, disse que em Parnamirim (eles eram de Riachuelo) tinha uma vizinha (minha mãe) que tinha uma filha, que estava "encalhada" como o povo diz. Ele não contou conversa e sem nunca ter visto Preta antes a levou para Pindamonhagaba, São Paulo, onde viveram juntos até o seu falecimento.

Esta é a segunda vez que a visito. Encontrei-a bem de saúde e com a mesma fisionomia como saiu de Parnamirim. Parece que está conservada no formol, apesar de já ser septuagenária. Ela completa 71 anos no próximo 5 de outubro.Mora numa casinha pequena, mas bem arrumadinha, que tem um bom quintal, com uma mangueira e bananeiras e um pé de romã. Ela ainda dispõe de um quarto no quintal que ela aluga. O melhor é que a casa é própria e bem localizada, a uma quadra de mercado e ponto de ônibus, numa rua asfaltada e bem larga. O bairro que ela mora, a Cidade Nova, fica a uns 30 minutos de ônibus do centro de Pindamonhagaba, mas é um bairro bom e tem todos os serviços. Preta ainda faz um bico, levando e pegando umas crianças de uma sua vizinha na escola. Ela diz que com esse bico, o aluguel do quarto e a pensão que o Raimundo deixou, está dando prá viver. Ela disse que vai no próximo ano à Natal e quer ir de avião, brinque!! Gostei e tive uma ótima impressão dela, de seus vizinhos e de sua casa, que hoje ela compartilha com seu sobrinho Aldo, que está por lá empregado na construção civil. Eis o registro fotográfico.

O telefone dela é XXX - 12- 99769-4884 e o endereço é Rua Caçapava 380 - Cidade Nova - Pindamonhagaba - São Paulo. Ela gostaria de receber um alôzinho dos manos.