sábado, 4 de abril de 2026

80 ANOS DE ERÓ

 


Os 80 anos de Eró teve duas celebrações. A primeira foi no mesmo dia do seu nascimento (07/03), em Grossos, onde reside seu irmão Ozório (Janjão), junto aos seus familiares, na praia de Pernambuquinho, naquela cidade. A segunda foi em Parnamirim que a sua família adotiva (os COSTA/FERNANDES e os FERNANDES, de Parnamirim fez questão de celebrar lhe oferecendo um jantar.

Para as celebrações fiz um texto e um vídeo relatando a trajetória de vida de Eró. Compartilho o texto. (O vídeo fica para outra postagem, pois é longo para os padrões da Internete).

segue o texto e a memória fotografica dos eventos. (MIF)

LIBELO POLÍTICO PARA ERÓ

(Passeando por Maquiavel, prisões e calçada alta)

Maquiavel, pai da Ciência Política, disse que:  VIRTUDE e a FORTUNA são os dois polos onde se desenvolvem as ações políticas. O Príncipe, teria que possuir essas duas qualidades para chegar e, se manter, no PODER.  A “fortuna” seria a sorte e saber aproveitar as circunstâncias e saber agir no momento certo. Não deixar o “cavalo passar selado”. Esse preâmbulo (cacoete de professor aposentado) é prá dizer que eu tenho muita sorte, apesar de nunca ter ganho uma mísera “galinha cheia” em quermesse de Igreja. Aqui no Nordeste diz-se que uma pessoa de sorte “acha dinheiro em calçada alta, pois não precisa nem se abaixar para apanhar”

Eu achei Eró numa “calçada alta” e em circunstâncias muito adversas e dolorosas. Foi no início dos anos 70 (os anos de chumbo), visitando Izolda na prisão da Colônia Penal João Chaves, hoje desativada e que ficava nas imediações do atual Bairro de Santa Catarina, na Zona Norte de Natal. Nos domingos, dia de visita aos presos, pegávamos um ônibus, sempre lotado, do centro de Natal até Igapó e de lá íamos a pé, percorrendo uns 2 kilômetros, em estrada de barro até a Colônia Penal. Foi nessas visitas que nos conhecemos e começamos a namorar.

Pouco tempo depois foi ela que ia me visitar na mesma prisão, onde fiquei alojado apenas um pouco mais de 2 meses. A Izolda ficou 2 anos. Hoje rememorando esses fatos, numa perspectiva histórica e otimista, posso dizer que foi positiva e benfazeja as nossas prisões em face de nossos posicionamentos políticos contra a ditadura da época. Foi nessas circunstâncias, que o destino cruzou a minha vida com a de Eró. Ô sorte!!

Quando fui a primeira vez à Areia Branca, cidade onde morava os pais da Eró. Ela me fez alguns alertas sobre o seu pai, meu futuro sogro, seu José Elpídio, que era uma pessoa sem instrução, sistemático e rigoroso e que eu relevasse qualquer coisa do que ele dissesse. Então ela me apresentou: “papai esse é Marcos meu namorado”. Se José me “cubou” do “rejêto ao mocotó”,(do cotovelo ao calcanhar), como se diz no nordeste, e tascou “É, PELO MENOS ALTURA TEM”.

A minha altura relativizou as minhas poucas VIRTUDES. Casei-me com Eró, ganhei mais 2 famílias (Os Gomes da Silva e os Costa Fernandes) além da minha própria e construímos a nossa, com um casal de filhos (Ana e Abelardo), que já nos presentearam com 2 netos (Arthur e Luís Guilherme). Dizer mais o que? Dizer que somos Bem aventurados e estamos felizes. Essa FELICIDADE está ancorada em Eró, esteio da nossa família. Que a nossa UNIÃO e CONVIVÊNCIA que já dura 1 ano, acompanhado de mais meio século, possa ainda nos trazer muitas bem-aventuranças, com doçura e tolerância.

Agora que já estamos de “meio dia prá tarde” e aposentados, “vivendo da boniteza” como pavão, vamos curtir o “ócio criativo” abrir o nosso “saldo de sentimentos” e esperar que o resto de tempo que nos resta ensine a gente a viver ainda melhor. Vamos sorver esse tempo, com sofreguidão e correr, minha filha, que o tempo ‘RUGE”.

Marcão/Marquito

Rio Branco (AC) março de 2026

 Celebração em Grossos:












Celebração em Parnamirim:


















quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

LANÇAMENTO DO LIVRO "OS MEANDROS DA EXTENSÃO RURAL/AGROFLORESTAL : UM PROJETO HUMANISTA, EM PORTO VELHO

 

O lançamento do meu livro em Porto Velho, foi na ASSOCIAÇÃO DE SAÚDE ZEQUINHA ARAÚJO,, um amigo da extensão, que gentilmente cedeu o espaço da Associação para o evento, disponibilizando toda a sua estrutura de apoio, inclusive a CASA DE APOIO, onde fiquei hospedado.

O evento foi simples, mas com muita energia positiva, na qual reunimos duas dezenas de amigos, que tive o privilégio de reencontrar. Na oportunidade entreguei os livros que os amigos compraram antecipadamente, Paulo Moreira, José Tarcísio e Zequinha Araújo (10 livros ao todo), vendi uns poucos no evento, inclusive com "chumbo trocado" com troca de livros com a extensionista , Maria Irenilda, que escreveu o livro: "GESTÃO PARTICIPATIVA E COMPARTILHADA - UM MODELO PARA AS COOPERATIVAS DA AGRICULTURA FAMILIAR", que já comecei a ler.

Ainda tive a oportunidade de ter conhecido e ter feito uma agenda com Luíz Cláudio, o Presidente da EMATER/RO, juntamente com Paulo Moreira, da EMBRAPA e José Tarcísio da ABER e na ocasião presentiei o Luíz Cláudio com meu livro e deixei a sugestão para que também seja registrada,em livro, a rica história da EMATER/RO. 

Saí de Porto Velho revitalizado pelo carinho e acolhida dos amigos.(MIF)

Registro Fotográfico do evento:

Edi (Cerimonialista) e Marcão

Jay (Fez a leitura do meu curriculo) e Marcão.


Jay, Marcão e Kaike Filho da Jay)


Luiz Cláudio, Presidente da EMATER-RO, recebendo o meu livro.


Reunião na EMATER-RO (Luiz Cláudio, Marcão, Paulo Moreira e José Tarcísio)


Apresentando o livro no evento.


Autografando os livros

Marcão e o extensionista, Enoque Gonçalves da Emater-RO


Marcão e Maria Irenilda, extensionista da Emater-RO (Trocamos nossos livros)

Livro da Irenilda.

Marcão e Paulo Moreira da EMBRAPA


Marcão e Vaneide Araújo, Presidente da Associação dos Agrônomos de RO.

Marcão e seu Irineu, da Ass. Zequinha Araújo.

Santiago e Marcão.

Marcão, Jay, Edi e Paulo Moreira.


Saboreando uma delicioza pizza depois do evento. (Marcão, Santiago, Jay, Edi e Paulo Moreira)



                                                      No shopping reencontro de amigos


Paulo Moreira e Santiago


Participantes do evento na ASSOCIAÇÃO ZEQUINHA ARAÚJO








terça-feira, 2 de dezembro de 2025

AINDA SOBRE O LANÇAMENTO DO LIVRO; (O CARINHO E A GENEROSIDADE DA AMIGA POETA ELIANA CASTELA)

 




Poetisa Eliana Castela (Minha brilhante ex-aluna e amiga permanente)


Eliana disse:

DEPOIS DO TRABALHO DA ESCRITA, O PRAZER DE LANÇAR O LIVRO

Gente grande, no sentido de grandeza humana, não faz coisa pequena, age sempre grandiosamente. Foi assim a noite de 22 de novembro deste ano de 2025, com a festa de lançamento do livro “Os Meandros da Extensão Rural/Agroflorestal do Acre: um projeto humanista, de autoria do professor doutor Marcos Inácio Fernandes.

Marcão pela altura e pelo coração enorme ou Marquito pela delicadeza, seja como for, é bom tê-lo por perto, para a garantia de muitas risadas e descontração. Seus lemas de vida: “Nada me Aborrece” e “Só quero sossego” evocam a tranquilidade, mesmo quando o circo está pegando fogo... Será que exagerei?  

O livro traz a história da Extensão Rural no Acre, dentro do contexto nacional, destacando a importância do serviço público e a valorização da população rural, intercalando eventos que marcaram as vidas dos servidores extensionistas e de muitas pessoas do campo. É exatamente isto que dá à obra o caráter humanista.

O livro é importante documento histórico, não apenas para a Extensão Rural. Ilustrado com muitas fotografias e com justa homenagem às pessoas que contribuíram com o órgão e com a vida pessoal do autor.

Mas, a intenção aqui é dizer da noite festiva do lançamento da obra que teve início com os cumprimentos e trocas de abraços na chegada dos convidados. Destaco, boa parte de cabeça branca. Algumas pessoas que não saem de casa à noite, se não for por uma boa causa, o que ficou evidente durante o evento – era um dia de confraternização.

O espetáculo musical que abriu a solenidade foi marcado pelo choro, tocado pelo grupo Som da Madeira. Após as falas de convidados e do autor foi feita a divertida leitura do farto “currículo” do Marcão/Marquito, com destaque para o enfrentamento de um grupo de extensionistas à chefia da instituição da Extensão rural, resultando na arbitrária demissão dos “revoltosos” que muito bem lembra a frase do saudoso comunista Alípio de Freitas – “eu quebro, mas não envergo”. Quem tem convicção do papel político democrático que exerce, não se dobra à ditadores.

Durante a sessão de autógrafos, além do saboroso coquetel a música volta à acariciar os ouvidos tocada também ao vivo, como na abertura, por um saxofonista (lamentavelmente não posso dar o crédito)

Foi um encontro para relembrar histórias de vida; trocar abraços; destacar a importância da Extensão Rural; ouvir música boa; comprar um bom livro e ser presenteado com o autógrafo do autor.

O livro se encontra disponível na Livraria Paim, em Rio Branco – AC

 

Assim, saímos do “marasmo e do imobilismo”, porque a vida é movimento.

Eliana Castela

Gratidão Eliana. É como dizia o Carlos Imperial: "Meus amigos não tem defeitos, agora, os inimigos, se não tiver, eu boto".