segunda-feira, 20 de julho de 2026

DA DOUTRINA MONROE AO MAKE AMÉRICA GREAT AGAIN - MAGA

 

Da Doutrina Monroe, ao "Make America Great Again”- MAGA

(um breve histórico das intervenções e decadência do império americano)

Por: Marcos Inácio Fernandes*

“Nunca vai haver golpe nos EUA porque não existe uma embaixada americana lá”

(Frase atribuída ao ex-presidente do Equador, Rafael Correa)

A Doutrina Monroe (1823)

 Formulada pelo presidente James Monroe em mensagem ao Congresso em 1823, a doutrina estabeleceu o princípio de que o continente americano não deveria ser mais alvo de colonização ou intervenção por potências europeias, e que qualquer tentativa nesse sentido seria vista como ato hostil aos Estados Unidos. O lema informal que resumiu a ideia — "a América para os americanos" — nasceu com um tom defensivo, de proteção às jovens repúblicas latino-americanas recém-independentes. Mas, ao longo do século seguinte, essa mesma lógica foi reinterpretada para justificar o oposto: em vez de apenas impedir a Europa de intervir, os Estados Unidos passaram a se arrogar o direito de intervir eles mesmos na região.



O Corolário Roosevelt e a política do Big Stick ("falar manso, mas carregar um grande porrete").

Essa virada ficou explícita em 1904, quando o presidente Theodore Roosevelt anunciou o chamado Corolário Roosevelt à Doutrina Monroe: os Estados Unidos passariam a agir como "polícia internacional" no hemisfério, intervindo em países latino-americanos sempre que julgassem necessário para garantir estabilidade e o pagamento de dívidas a credores estrangeiros. Roosevelt resumiu sua diplomacia com a frase "fale suave e carregue um porrete grande" — a política do Big Stick, que combinava negociação com a ameaça constante do uso da força militar e econômica. Foi sob essa lógica que os Estados Unidos apoiaram a separação do Panamá da Colômbia em 1903 para viabilizar a construção do Canal do Panamá sob controle americano, e ocuparam militarmente ou controlaram as finanças de países como Cuba, República Dominicana, Haiti e Nicarágua nas primeiras décadas do século XX.


Guerra Fria: golpes e intervenções indiretas

 Com a Guerra Fria, o padrão de intervenção mudou de forma, mas não de lógica: em nome de conter o comunismo, os Estados Unidos apoiaram ou orquestraram diretamente a derrubada de governos eleitos na região. Exemplos centrais incluem o golpe apoiado pela CIA contra Jacobo Árbenz na Guatemala em 1954, a tentativa de invasão da Baía dos Porcos contra Cuba em 1961, apoio ao golpe de 1964, no Brasil, o apoio ao golpe que derrubou Salvador Allende no Chile em 1973, e o financiamento de forças contrarrevolucionárias na Nicarágua sandinista nos anos 1980. Intervenções militares diretas também ocorreram, como a invasão de Granada em 1983 e a invasão do Panamá em 1989, que terminou com a captura do ditador Manuel Noriega.

O presente: a operação contra Maduro na Venezuela

 Esse padrão histórico ressurgiu de forma direta em 3 de janeiro de 2026, quando forças especiais dos Estados Unidos lançaram a Operação Absolute Resolve em Caracas, capturando o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e levando-os para julgamento em Nova York sob acusações de narcotráfico. A ação, que envolveu bombardeios e resultou em dezenas de mortos, foi seguida pela posse da vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina e por declarações do presidente Donald Trump de que os Estados Unidos passariam a "administrar" o país durante uma transição, incluindo forte presença de empresas americanas na indústria petrolífera venezuelana. O episódio foi tratado pelo governo americano como vitória contra o narcotráfico e por um regime que classificam como ilegítimo; críticos internacionais e juristas, por outro lado, apontam que a operação ocorreu sem autorização do Congresso americano, sem mandado internacional e configura uso unilateral da força contra um Estado soberano — para muitos analistas, a reedição mais recente da mesma lógica iniciada pela Doutrina Monroe e consolidada pelo Big Stick há mais de um século.]

"Make America Great Again"- MAGA (Torne a América Grande Novamente): um slogan que já pressupõe o declínio

 

De onde veio o slogan

A frase não nasceu com Trump: Ronald Reagan já a usara em 1980, num contexto de crise do petróleo, estagflação e humilhação diplomática após a crise dos reféns no Irã. Trump a recuperou em 2015, registrou como marca e a transformou no símbolo central de duas campanhas presidenciais vitoriosas. O uso repetido da expressão, em momentos tão distintos, tem algo em comum: ela só faz sentido político se parte relevante do eleitorado já sentir, na pele, que algo se perdeu — que os Estados Unidos foram mais fortes, mais respeitados ou mais prósperos no passado do que são agora.

Um slogan que confirma a tese da decadência

É aqui que o slogan dialoga diretamente com a leitura do "império em declínio". Dificilmente uma potência no auge de sua confiança elegeria como lema nacional a promessa de recuperar uma grandeza perdida. O próprio "again" é uma admissão implícita de que a grandeza atual é insuficiente, ou de que ela existiu antes e foi corroída — por desindustrialização, por concorrência de outras potências, por guerras mal-sucedidas, por perda de coesão interna. Nesse sentido, o slogan funciona quase como um sintoma da mesma ansiedade que, em outra escala, aparece nas tarifas protecionistas e nas intervenções militares mais recentes: a sensação de que é preciso agir com força, e agir agora, para deter uma perda de posição que já é percebida por dentro.

A leitura de quem apoia o slogan

Do lado oposto do debate, apoiadores do movimento MAGA argumentam que a frase não é nostalgia vazia, mas resposta concreta a processos reais: o fechamento de fábricas e a perda de empregos industriais para o exterior a partir dos anos 1990 e 2000, o crescimento econômico e militar da China, guerras longas e caras no Oriente Médio sem vitórias claras, e uma sensação de que instituições internacionais passaram a limitar a soberania americana em vez de servi-la. Para essa visão, tarifas, renegociação de acordos comerciais e uma postura externa mais assertiva — incluindo ações como a intervenção na Venezuela — não são sintomas de fraqueza, mas justamente o conteúdo prático da promessa: reindustrializar, reduzir dependências externas e reafirmar, por meios diretos, uma posição de força que consideram ter sido abandonada por gestões anteriores.

Duas leituras, um mesmo diagnóstico de fundo

É interessante notar que praticamente todo o espectro político concorda com a premissa do slogan — que algo mudou, que a posição americana no mundo não é mais a mesma de décadas atrás. A divergência real não está em admitir ou negar essa mudança, mas em como interpretá-la: como declínio a ser revertido pela força (tarifas, intervenções, unilateralismo) ou como uma transição inevitável rumo a um mundo mais multipolar, que nenhuma política de "grandeza recuperada" conseguiria, no fundo, desfazer.

Uma linha de continuidade — e um debate em aberto

 Do ponto de vista histórico, há uma linha relativamente clara entre esses episódios: a região tratada como esfera natural de influência americana, intervenções justificadas ora por segurança, ora por dívidas, ora pelo combate ao comunismo, ora ao narcotráfico, e o uso da força — militar, econômica ou diplomática — como instrumento corriqueiro dessas intervenções.

 

*Marcos Inácio Fernandes, é militante do PT e professor aposentado da UFAC

sexta-feira, 17 de julho de 2026

POESIA NESSES CANALHAS!!!

 

POESIA NESSES CANALHAS!!!

(OU DE TARIFAS E TAREFAS)

Flávio Bolsonaro Se Reúne Com Donald Trump Na Casa Branca Durante Visita A Washington - Brazilian Times -

PT protocola ações contra Flávio e PL na Justiça após carta de Rubio | CNN  Brasil

Os lacaios do Imperialismo Yankee: Os Bolsonaros, Flávio e Eduardo e o neto da ditadura Paulo Figueiredo. Vassalagem a Trump e Marco Rúbio.

 

 

 

Por: Marcos Inácio Fernandes*

“Morder o fruto amargo e não cuspir
mas avisar aos outros quanto é amargo,
cumprir o trato injusto e não falhar
mas avisar aos outros quanto é injusto,
sofrer o esquema falso e não ceder
mas avisar aos outros quanto é falso;
dizer também que são coisas mutáveis...
E quando em muitos a noção pulsar
— do amargo e injusto e falso por mudar —
então confiar à gente exausta o plano
de um mundo novo e muito mais humano.”

(Tarefa - Geir Campos)

Os canalhas detestam poesias. Então resgatei essa belíssima poesia de Geir Campos para estabelecer uma analogia com as tarifas de 25% que os EUA, de forma unilateral, impuseram ao Brasil.

O poema de Geir Campos e o tarifaço dos EUA sobre o Brasil

O poema "Tarefa", de Geir Campos, é um manifesto em versos sobre resistência silenciosa e denúncia constante: suportar o que é amargo, injusto e falso sem se conformar a isso, e ao mesmo tempo alertar os outros para essa realidade, na confiança de que a consciência coletiva, quando amadurecer, poderá transformar o mundo. É fácil de  perceber como essa estrutura — suportar, denunciar, esperar a mudança — se encaixa quase perfeitamente na disputa comercial que o Brasil vem enfrentando com os Estados Unidos desde 2025, marcada por sucessivas tarifas, entre elas a mais recente, de 25%, confirmada pelo governo americano, agora, em julho de 2026.

O fruto amargo: receber a tarifa sem se calar

O poema abre pedindo que se morda "o fruto amargo e não cuspir", mas que se avise aos outros do seu amargor. Essa é exatamente a posição em que o Brasil se colocou diante das tarifas americanas: o país não rompeu unilateralmente as relações comerciais nem tentou "cuspir" o problema por meio de uma retaliação impulsiva, mas absorveu o impacto — o esquema de tarifas de 50% anunciado em 2025, depois parcialmente suavizado com isenções para setores como aeronaves, suco de laranja e petróleo — ao mesmo tempo em que o governo, por meio de autoridades como o vice-presidente Geraldo Alckmin, passou a divulgar publicamente dados mostrando que a medida era desproporcional.

O trato injusto: cumprir sem deixar de denunciar

Na sequência, o  lirismo da poesia propõe "cumprir o trato injusto e não falhar", mas "avisar aos outros quanto é injusto". Exportadores brasileiros, de fato, tiveram de se adaptar às novas regras — pagando as tarifas ou buscando outros mercados, como a China, para não perder competitividade — sem deixar de cumprir seus contratos e compromissos. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro levou o caso a fóruns internacionais e à opinião pública, insistindo em mostrar que a justificativa oficial para o tarifaço, ligada a um suposto déficit comercial americano, contrariava os próprios números: os Estados Unidos mantêm superávit comercial com o Brasil há anos.

O esquema falso: sofrer sem ceder à narrativa

O terceiro par de versos fala em "sofrer o esquema falso e não ceder", mas "avisar aos outros quanto é falso". Aqui a analogia é quase literal: a tarifa de 2026 foi apresentada como resposta a práticas comerciais desleais do Brasil, mas os dados oficiais contradizem essa versão. O país sofre o efeito prático da medida — perda de competitividade em setores como siderurgia, café e produtos químicos —, mas não abandona o esforço de mostrar, com números, que o "esquema" apresentado como justificativa não corresponde à realidade.

Coisas mutáveis: a instabilidade das próprias tarifas

O poema faz questão de lembrar que tudo isso são "coisas mutáveis" — e a própria história recente das tarifas confirma essa mutabilidade. Em pouco mais de um ano, houve tarifa de 50%, isenções setoriais, uma decisão da Suprema Corte americana declarando ilegais as tarifas globais de Trump, a substituição por uma tarifa geral de 10% e, agora, uma nova tarifa de 25% resultante de uma investigação específica. Nada disso é definitivo; é, como diz o poema, sujeito a mudança — o que abre espaço justamente para a ação e a denúncia continuarem fazendo sentido.

Quando a noção pulsar em muitos: um novo arranjo comercial

Por fim, o poema aposta que, quando "em muitos a noção pulsar" sobre o amargo, o injusto e o falso, será possível confiar "à gente exausta" o projeto de um mundo novo. O Brasil não foi o único país afetado por tarifas unilaterais dos Estados Unidos nesse período; vários parceiros comerciais passaram por situação semelhante. É razoável ler nisso um paralelo com o desfecho do poema: à medida que mais países sentem o mesmo tipo de medida considerada arbitrária, cresce a pressão coletiva — em fóruns como a Organização Mundial do Comércio, o Mercosul ou o BRICS — por regras de comércio internacional mais previsíveis e menos sujeitas à vontade de um único governo.

Conclusão

Escrito décadas antes de qualquer tarifaço, "Tarefa" fala de uma postura diante da injustiça que continua atual: suportar sem se calar, cumprir sem deixar de contestar, resistir sem aceitar a mentira como verdade — e confiar que a mudança vem quando a percepção da injustiça se torna coletiva. A disputa tarifária entre Brasil e Estados Unidos é apenas um episódio recente entre tantos em que essa lógica se repete, o que talvez explique por que um poema de outro tempo ainda soa tão preciso para descrever o presente.

Saídas para o Brasil diante do tarifaço: negociação, diversificação e a Lei da Reciprocidade

A nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, confirmada pelo USTR em 15 de julho de 2026 e prevista para entrar em vigor em 22 de julho, foi justificada pelos Estados Unidos com base numa investigação da Seção 301, que apontou como problemas o tratamento dado ao Pix no comércio digital, o acesso ao mercado de etanol, leis brasileiras de combate à corrupção, desmatamento e proteção de propriedade intelectual. Diante disso, o governo brasileiro já sinalizou um conjunto de respostas — algumas diplomáticas, outras potencialmente retaliatórias.

1.      A via diplomática e institucional

A primeira saída, e a que especialistas em comércio exterior costumam apontar como mais segura, é a negociação bilateral direta, buscando reverter ou reduzir a tarifa por acordo. Paralelamente, o Brasil anunciou que vai acionar o mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), contestando formalmente a medida americana perante o organismo multilateral — um caminho mais lento, mas que evita a escalada imediata de uma disputa bilateral.

2.      Diversificação de mercados e proteção interna.

Uma segunda frente não é retaliar diretamente, mas reduzir a dependência do mercado americano, redirecionando exportações para China, União Europeia, países árabes e parceiros do Mercosul — estratégia que já vinha funcionando: mesmo sob tarifas anteriores, as exportações brasileiras bateram recorde em 2025. Internamente, o governo atualizou o Plano Brasil Soberano por meio da Medida Provisória 1.345/2026, que prevê linhas de crédito do BNDES para amparar setores exportadores mais atingidos pela tarifa, amortecendo o impacto sem precisar de retaliação direta.

3.      A Lei da Reciprocidade Econômica

A terceira via, e a mais discutida no momento, é a Lei nº 15.122, sancionada em abril de 2025 e conhecida como Lei da Reciprocidade Econômica e Comercial. Ela foi criada justamente em resposta à primeira onda de tarifas de Trump contra o Brasil, e autoriza o governo a adotar contramedidas proporcionais quando outro país impuser barreiras comerciais unilaterais que prejudiquem a competitividade brasileira.

A lei prevê dois ritos de aplicação: o ordinário, para casos menos urgentes, encaminhados à Câmara de Comércio Exterior (Camex) com consulta pública prévia; e o expresso, para situações urgentes, decidido por um comitê interministerial (Indústria e Comércio, Fazenda, Relações Exteriores e Casa Civil), sem necessidade de consulta pública. Diante da tarifa de 25%, o governo já declarou que vai acionar o instrumento e escolherá o rito conforme a urgência de cada setor afetado.

O que a retaliação pode incluir na prática

Entre as medidas previstas pela lei estão: aplicação de tarifas equivalentes sobre produtos importados dos Estados Unidos; suspensão ou redução de isenções e preferências tarifárias hoje concedidas a bens americanos; restrição a certas importações de bens ou serviços; e, de forma mais ampla, suspensão de concessões comerciais, diplomáticas ou consulares. A própria lei determina que essas contramedidas devem, na medida do possível, ser proporcionais ao prejuízo econômico causado — ou seja, não se trata de uma retaliação ilimitada, mas calculada para espelhar o impacto sofrido pelo Brasil.

Risco de escalada: o debate em aberto

Nem todos veem a reciprocidade como o melhor caminho imediato. Análises publicadas logo após o anúncio do tarifaço destacam que acionar a lei é um instrumento juridicamente eficaz, mas que carrega risco real de escalada — retaliar pode levar os Estados Unidos a aumentar ainda mais as tarifas, em vez de recuar. Por isso, mesmo dentro do governo, há quem defenda priorizar a via diplomática antes de qualquer contramedida concreta, reservando a reciprocidade como último recurso caso a negociação não avance. Do lado americano, autoridades como o secretário de Estado Marco Rubio já acusaram o governo brasileiro de resistência nas negociações, o que sugere que qualquer resposta brasileira tende a ser lida em Washington dentro dessa narrativa — mais um fator que pesa na decisão de quando e como aplicar a reciprocidade.

Em resumo

As saídas do Brasil, hoje, combinam três movimentos que não são excludentes: negociar e contestar na OMC, diversificar mercados e proteger setores internamente, e manter a Lei da Reciprocidade como instrumento pronto para retaliação proporcional — tarifas equivalentes, fim de preferências ou restrições a importações americanas — caso a via diplomática se esgote sem resultado.

*Marcos Inácio Fernandes, é militante do PT e professor aposentado da UFAC

PS – O deplorável nesse contencioso é constatar, que brasileiros, que se dizem patriotas, e parte da elite empresarial (vê a canhestra “Nota” da FIESP), apoiam essas tarifas e querem transferir à Lula a responsabilidade por elas. Samuel Johnson, continua atualíssimo: “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”.

 

 


sexta-feira, 12 de junho de 2026

TRILOGIA DOS LIVROS DA EXTENSÃO RURAL.

 

A ser publicado em breve.





A TRILOGIA DA EXTENSÃO REGISTRADA EM LIVROS POR MARCOS INÁCIO FERNANDES. (MARCÃO)

 

Livro: “– EXTENSÃO RURAL NO BRASIL (1948-2023) – UM OLHAR NA HISTÓRIA”

Tema: - Memória da Extensão brasileira.

Sinopse: A importância de não esquecer.

- O livro reúne a nata do pensamento extensionista brasileiro. Glauco Olinger, o decano centenário, escreve sobre os Primórdios da Extensão Rural no Brasil. Romeu Padilha de Figueiredo, com seu discurso de posse na EMBRATER (1985),

José Paulo Ribeiro (in memoriam), José Silva, Argileu Martins, Hur Ben, Verneck Abrantes, Mário Amorim, Diogo Guerra, Ivamney Lima (com seu cordel magistral), Maria José, Maria Angélica, Abdon Jordão, Marcos Dantas – todos estão lá. Cada um com sua história, seus causos, sua visão do que foi e do que pode vir a ser esse serviço que, há 75 anos (2023), leva conhecimento ao campo brasileiro.

Livro: ”OS MEANDROS DA EXTENSÃO RURAL/AGROFLORESTAL DO ARE – UM PROJETO HUMANISTA”

Tema: O caso concreto da Extensão no Acre.

Sinopse: A importância de enraizar a análise.

O livro é uma homenagem ao Acre e à extensão acreana. Começa com uma reflexão cósmica – o "pálido ponto azul" de Carl Sagan – para situar a pequenez da Terra e, paradoxalmente, a grandeza do serviço humano.

- Parte histórica – Recupera a saga do Acre, desde os tempos de Galvez e Plácido de Castro até a elevação a Estado. Inclui um "causo" antológico: a balsa para Manacapuru, instituição folclórica da política acreana.

- Trajetória institucional – Da ACAR/AC (1968) à EMATER/AC (1975), depois SEATER, SEAPROF, e as mudanças mais recentes (SEPA, SEPROD, SEAGRI). Um quadro detalhado dos dirigentes da extensão, de Zaqueu Machado a Rynaldo Lúcio dos Santos.

- A transição para a Extensão Agroflorestal – O "novo paradigma da Florestania", com a incorporação de índios, ribeirinhos e extrativistas. Inclui depoimentos emocionantes de Agentes Agroflorestais Indígenas (AAFIs).

- Minha trajetória pessoal na extensão – Inclui o profético conselho do agente da Polícia Federal ("se eu fosse você, quando saísse daqui iria para o Acre"), a primeira demissão (1978), a segunda demissão (1987), o exílio na Bahia, a reintegração, a ida para a UFAC, e o retorno como dirigente nos governos do PT.

- Os "causos" da extensão – Um capítulo à parte, com histórias engraçadas e pitorescas.

- Depoimentos dos pioneiros – Maria das Vitórias, Alaí Formiga, Francisco Ávila, Chico Gomes, Pedrinho, Darcilene, Barrinhos, Nogueirinha, Solange Lins, Vera Gurgel, Neurides, Chico Preto, Ademir Batista, e muitos outros – todos com suas memórias vivas.

- Homenagem póstuma – Uma lista com dezenas de nomes de extensionistas que já "subiram". É a memória do coração.

 

Livro: “EXTENSÃO RURAL: UM PROJETO EM DISPUTA - ESTADO, HEGEMONIA E RESISTÊNCIA NO CAMPO BRASILEIRO”

Tema: - A teoria da Extensão

Sinopse: A importância de fundamentar a luta.

- O livro articula um conjunto de referenciais teóricos — Gramsci, Bourdieu, Polanyi, Poulantzas, Jessop, Bobbio e as interpretações clássicas da formação social brasileira de Caio Prado Júnior e Alberto Passos Guimarães.

 — Fica demonstrado que não há neutralidade nas práticas extensionistas, ao contrário, elas expressam projetos distintos de desenvolvimento rural e de sociedade. Onde o Estado chega pelo extensionista, ele não leva apenas tecnologia: leva valores, prioridades e concepções de mundo.

- A obra dedica atenção especial à dimensão humana da extensão rural, apresentada pela metáfora dos Baobás — árvores africanas que crescem devagar, mas fincam raízes profundas e resistem às intempéries mais severas. São os extensionistas que, ao longo de décadas e em condições frequentemente adversas, sustentaram a presença do Estado no campo brasileiro. Entre eles, Glauco Olinger, decano da extensão rural com mais de um século de vida e autor da frase que sintetiza toda a obra: "Extensão rural é presença do Estado onde o Brasil mais precisa." Ao lado dele, figuras como Romeu Padilha, Argileu Martins, Hur Ben Corrêa e Zé Silva compõem essa floresta de memória, resistência e vocação pública.

 

 

                    

 

 

 

Quadro

LIVRO

TEMA

SINOPSE

 

 

 

1 – EXTENSÃO RURAL NO BRASIL (1948-2023) – UM OLHAR NA HISTÓRIA

 

 

 

 

 

- Memória da Extensão brasileira.

- A importância de não esquecer.

- O livro reúne a nata do pensamento extensionista brasileiro. Glauco Olinger, o decano centenário, escreve sobre os Primórdios da Extensão Rural no Brasil. Romeu Padilha de Figueiredo,  com seu discurso de posse na EMBRATER (1985),

José Paulo Ribeiro (in memoriam), José Silva, Argileu Martins, Hur Ben, Verneck Abrantes, Mário Amorim, Diogo Guerra, Ivamney Lima (com seu cordel magistral), Maria José, Maria Angélica, Abdon Jordão, Marcos Dantas – todos estão lá. Cada um com sua história, seus causos, sua visão do que foi e do que pode vir a ser esse serviço que, há 75 anos, leva conhecimento ao campo brasileiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 – OS MEANDROS DA EXTENSÃO RUAL/AGROFLORESTAL DO ARE – UM PROJETO HUMANISTA

 

 

 

 

 

 

 

 

- O caso concreto da Extensão no Acre.

-A importância de enraizar a análise.

- O livro é uma homenagem ao Acre e à extensão acreana. Começa com uma reflexão cósmica – o "pálido ponto azul" de Carl Sagan – para situar a pequenez da Terra e, paradoxalmente, a grandeza do serviço humano.

- Parte histórica – Recupera a saga do Acre, desde os tempos de Galvez e Plácido de Castro até a elevação a Estado. Inclui um "causo" antológico: a balsa para Manacapuru, instituição folclórica da política acreana.

- Trajetória institucional – Da ACAR/AC (1968) à EMATER/AC (1975), depois SEATER, SEAPROF, e as mudanças mais recentes (SEPA, SEPROD, SEAGRI). Um quadro detalhado dos dirigentes da extensão, de Zaqueu Machado a Rynaldo Lúcio dos Santos.

- A transição para a Extensão Agroflorestal – O "novo paradigma da Florestania", com a incorporação de índios, ribeirinhos e extrativistas. Inclui depoimentos emocionantes de Agentes Agroflorestais Indígenas (AAFIs).

- Minha trajetória pessoal na extensão – Inclui o profético conselho do agente da Polícia Federal ("se eu fosse você, quando saísse daqui iria para o Acre"), a primeira demissão (1978), a segunda demissão (1987), o exílio na Bahia, a reintegração, a ida para a UFAC, e o retorno como dirigente nos governos do PT.

- Os "causos" da extensão – Um capítulo à parte, com histórias engraçadas e pitorescas.

- Depoimentos dos pioneiros – Maria das Vitórias, Alaí Formiga, Chico Gomes, Pedrinho, Darcilene, Barrinhos, Nogueirinha, Solange Lins, Vera Gurgel, Neurides, Chico Preto, Ademir Batista, e muitos outros – todos com suas memórias vivas.

- Homenagem póstuma – Uma lista com dezenas de nomes de extensionistas que já "subiram". É a memória do coração.

 

 

 

 

 

3 – EXTENSÃO RURAL: UM PROJETO EM DISPUTA - Estado, hegemonia e resistência no campo brasileiro

 

 

 

 

-  A teoria da Extensão

- A importância de fundamentar a luta.

- O livro articula um conjunto de referenciais teóricos — Gramsci, Bourdieu, Polanyi, Poulantzas, Jessop, Bobbio e as interpretações clássicas da formação social brasileira de Caio Prado Júnior e Alberto Passos Guimarães.

 — Fica demonstrado que não há neutralidade nas práticas extensionistas, ao contrário, elas expressam projetos distintos de desenvolvimento rural e de sociedade. Onde o Estado chega pelo extensionista, ele não leva apenas tecnologia: leva valores, prioridades e concepções de mundo.

- A obra dedica atenção especial à dimensão humana da extensão rural, apresentada pela metáfora dos Baobás — árvores africanas que crescem devagar, mas fincam raízes profundas e resistem às intempéries mais severas. São os extensionistas que, ao longo de décadas e em condições frequentemente adversas, sustentaram a presença do Estado no campo brasileiro. Entre eles, Glauco Olinger, decano da extensão rural com mais de um século de vida e autor da frase que sintetiza toda a obra: "Extensão rural é presença do Estado onde o Brasil mais precisa." Ao lado dele, figuras como Romeu Padilha, Argileu Martins, Hur Ben Corrêa e Zé Silva compõem essa floresta de memória, resistência e vocação pública.