terça-feira, 27 de outubro de 2015

COANDO AS MEMÓRIAS - POSSE DA ABER

Por ocasião do Seminário "A Extensão Rural e a Redução das Desigualdades Sociais", em Brasília na Câmara dos Deputados,  foi fundada a Academia Brasileira de Extensão Rural - ABER  e a posse dos Acadêmicos (1 representante por Estado). Por delegação do então Presidente da ASBRAER, José Silva, me coube fazer a saudação aos acadêmicos recém empossados. Eis minha saudação. (MIF)

Foto dos acadêmicos da ABER, após a posse. Dois dos colegas confrades não estão mais no nosso convívio. São os dois agachados nas duas extremas. Walmick Mendes Bezerra (1933-2009) de camisa azul e Mário Felipe de Melo (1952-2008) de camisa vermelha.




 “Gratidão é a memória do coração.” Antístenes (444 – 371ª a.C)

Quero inicialmente saudar todos os membros da Academia através das três Marias. A Maria José, da Emater Ceará; a Maria Helena da AGRAER de Mato Grosso do Sul e a Maria Angélica, do DEAGRO de Sergipe. Vocês garantem a questão de gênero na nossa Academia que, por pouco, não se transformou num clube do “Bolinha”, personagem da revista em quadrinhos da nossa infância.
Meus caros confrades.
Este é um momento singular na história da extensão brasileira e nas nossas vidas. É um privilégio estarmos aqui reunidos para tomar posse na nossa Academia – uma idéia feliz da atual direção da ASBRAER – que articulou esse novo espaço para afirmação e consolidação do nosso serviço, desse projeto educativo, que é um patrimônio do povo brasileiro.
Somos quase sexagenários, mas não ficamos decrépitos nem esclerosados. Sessentões  sim, mas com tudo funcionando! E a nossa Academia é um exemplo de lucidez e de vitalidade da extensão rural brasileira. Ela surge num momento histórico dos mais alvissareiros e promissores do nosso país. Um momento onde se tem início um ciclo virtuoso onde três fenômenos ocorrem concomitantes e simultaneamente. São eles: Democracia, crescimento econômico com distribuição de renda, e inflação baixa com equilíbrio fiscal. Esta é uma convergência raríssima na nossa história, que devemos saudar como um verdadeiro milagre político, como prenúncio de dias melhores para o nosso povo.
Apenas para ilustrar esse bom momento que o país atravessa, quero compartilhar com os companheiros a notícia que me chamou atenção na semana que passou. O 1º leilão na Bolsa de Mercadorias e de futuros de São Paulo de seqüestro de carbono. Um grupo europeu arrematou “o que não se jogou de fumaça e poluição na cidade de São Paulo, por mais de 30 milhões de reais”. Pena que essa notícia não foi manchete nos grandes jornais e não entrou na coluna do SOBE da revista Veja. Parece que ela ficou restrita ao noticiário econômico da rede de TV a cabo da Globo News.
Nós da extensão que protagonizamos a revolução verde e a penetração do capitalismo no campo brasileiro levando as políticas públicas para a área rural, podemos e devemos desempenhar um papel relevante nesse novo momento histórico, nessa nova conjuntura política, quando se pretende que o desenvolvimento seja sustentável; que o crescimento econômico seja com distribuição de renda e com respeito ao meio ambiente.
Considero que o nosso serviço é um serviço estratégico, que a extensão podia ser uma carreira de Estado, pois lida com a questão de soberania nacional, que é a segurança alimentar e a educação informal do nosso povo. Um povo onde muitos “Severinos ainda morrem de velhice antes dos 30. De emboscada antes dos 20 e de fome um pouco por dia”, como registra o poeta João Cabral de Melo Neto, no seu Morte e Vida Severina.
Enquanto essa chaga social continuar a existir no Brasil não podemos falar em democracia plena, de cidadania, de desenvolvimento. Ademais, também não se poderá prescindir do serviço de extensão rural pública oficial para atuar com outros parceiros governamentais e não governamentais, no combate a fome, a miséria e a exclusão social.
No próximo ano, em 6 de dezembro, dia do extensionista, completaremos 60 anos de existência e resistência. A nossa trajetória de vida tem sido uma trajetória republicana de zelo e respeito com a coisa pública. Não temos nada que nos desabone, que nos envergonhe como instituição. Entre nossos erros e acertos, considero que o saldo é positivo e nos é favorável. Temos um passado que nos orgulha, mas como disse o filósofo espanhol José Ortega y Gasset: “o passado não nos dirá o que devemos fazer, mas o que devemos evitar.”
São poucas as instituições que chegam a essa idade com tanta energia e vitalidade, com um extraordinário portfólio de realizações e com ricas experiências no campo das relações institucionais e humanas. Nós que agora fazemos parte da Academia Brasileira de Extensão Rural, devemos adotar como compromisso o resgate da nossa memória e da nossa história e pensar o nosso futuro exercendo essa capacidade exclusiva dos seres humanos. “A mente humana é uma máquina de previsões e fazer o futuro é a sua mais importante função. Esta é uma característica que define nossa humanidade como ilustra Daniel Gilbert no seu livro “O que nos faz felizes”.
Como o personagem Henrique VI de Shakespeare, eu também “vejo a frente vitórias e conquistas felizes”. Nossa felicidade está nas nossas mãos.
Concluindo, queremos agradecer a generosidade dos extensionistas do Brasil que nos indicaram para compor a Academia Brasileira de Extensão Rural. Sabemos que muitos outros colegas desfrutam de qualidades e teriam condições mais do que suficientes para fazer parte dessa Academia, mas, com toda humildade, nós também fizemos por merecer.
Muito obrigado.

Brasília - DF, 3 de outubro de 2007.
*Marcos Inácio Fernandes, é extensionista e membro eleito da Academia Brasileira de Extensão Rural - ABER, pelo Acre, é professor aposentado da UFAC, com Mestrado em Ciência Política e mantém o blog: euqueroesossego.blogspot.com

domingo, 25 de outubro de 2015

NASCE UMA ESTRELA!!!



Parece que é uma supernova. Ela vem liberando uma energia intensa, clareando conceitos e pulverizando pré-conceitos. Uma energia que condensa numa mesma totalidade CIÊNCIA,  ARTE e RELIGIÃO. (tudo junto e misturado)Trata-se do livro da amiga Bethe Oliveira, LOUCAS E BRUXAS, BRUXAS E LOUCAS - CONTOS E POEMINHAS. 
Ela me pediu que fizesse correções, de possíveis erros gramaticais e acentuação, e desse uma olhada pelo conteúdo numa sondagem preliminar. Ela parece estar temerosa da sua estréia como escritora e me disse que até sonhou, que eu esculhambava e depreciava o trabalho dela. Tranquilizei-a e agilizei a leitura e minhas considerações, que agora compartilho.






“Loucas e Bruxas, Bruxas e Loucas” (Bethe Oliveira)
Considerações:
1 – A leitura dos seus contos e suas poesias me surpreenderam.  Surpreenderam positivamente. Acho que você mascou muitas folhas de “João Brandim” ou ingeriu substâncias mais fortes, que arejaram e expandiram suas células cerebrais, seus olhos, sua sensibilidade.
2 -  O seu texto é “uma cacimba de areia grossa” (como dizem no nordeste). Quanto mais a gente escava a areia mais água brota. Limpa, límpida e cristalina.
3 – A obra é a versão feminina do Almanaque do Lunário Perpétuo, que circulava no sertão brasileiro no início do século passado. Tinha de tudo mais um tiquinho.
4 – As suas bruxas são ousadas e corajosas. Elas transitam, com desenvoltura, por assuntos variados que vai da Cabala a Física Quântica. Elas fazem a costura e estabelecem as conexões entre ciência, arte e religião e o fazem com muita perspicácia e estilo. Com suavidade !  A aridez de alguns temas como a morte, a loucura, a felicidade, a intolerância, o medo, o poder, o desapego, a paixão e a compaixão, entre outros, são tratados com rara sensibilidade e remete-nos a novas leituras e novos olhares. Eu diria que suas bruxas são atrevidas mesmo. Pois tratar de temas tão espinhosos, que estão há séculos nas reflexões dos filósofos, místicos, cientistas, poetas e outros literatos, a desafiar suas capacidades de análise e interpretações, só sendo coisa de bruxa com suas capacidades paranormais. Suas bruxas desvendam muitos véus, que estão envoltos nesses temas e abrem algumas frestas para novos olhares e interpretações. Em algumas passagens, exclamei uma, duas e três vezes. Uma viagem de alumbramentos!!!
5 – Confesso que gostei mais dos contos do que das poesias. Acho que é porque estou mais acostumado com rimas no estilo de sonetos (2 quartetos e 2 tercetos). São os condicionamentos e a linearidade que ainda  nos aprisiona. Entre os contos, o que mais me embeveceu foi o da louca Sofia Galhardo. Que garbo, que lucidez, que elegância!!! Ela me fez lembrar do aforisma de Chesterton, que diz: “Louco é quem perdeu tudo menos a razão”. (pode servir de epígrafe para o conto). A Sofia é muito lúcida. Gostei muito da sua fala: “Se entregar é a melhor forma de cair, sem se machucar” !! (exclamei 2 vezes).
6 – Em síntese, o personagem Marcelo num diálogo com Tereza faz a melhor análise desse trabalho e sua autora. Reproduzo: “Você entra por uma porta e sai por outra, fazendo costuras entre assuntos e fatos, arte e ciência, tempo e espaço, luz e sombra, matéria e energia, causa e efeito, de tudo sabe um pouco, dando aos assuntos uma nova versão – disse Marcelo.” Disse tudo. O que mais dizer?!
7 – Dizer apenas, que seu trabalho é para iniciados em algumas leituras dos autores  que falam da complexidade. Morin, Capra, Boaventura Santos, Domenico de Mais, Umberto Eco e outros. É um trabalho prá se ler com alguns dicionários de apoio. Você cita pessoas e fatos que eu nunca vi “ nem nas 4 festas do ano” eu que me considero um leitor mediano. Todos os gênios da humanidade são citados pelas bruxas. Apenas senti falta do Charles Chaplin – o Carlitos.
Considero ,por fim, que você não precisa se esconder por trás de um pseudônimo. Assuma o seu apelido simples de BETE ou o sofisticado de BETHE e o seu sobrenome OLIVEIRA. Não tenha vergonha porque suas bruxas não fazem vergonha. Elas vão lhe dá muitas alegrias e FAMA. Só lamento em perder a amiga, DEFINITIVAMENTE, Já tinha perdido quando era poderosa e agora além de poderosa, famosa. Espero merecer, pelo menos, um livro autografado para negociar mais tarde num caso de necessidade.



Marcos Inácio Fernandes (Marcão)
Rio Branco (AC), 24 de outubro de 2015.

Algumas passagens do livro Loucas e Bruxas, Bruxas e Loucas.(Bethe Oliveira)
- “A eternidade é a permanente renovação”.
- “A imortalidade é a capacidade de regenerar-se.”
- “Tudo está dentro de tudo. /  Nada pode sobrar. / Se sobrar uma ponta que seja,/Essa ponta pode te furar.”
- “A loucura nada mais é do que o conflito sem tréguas entre as formas contrárias de o homem pensar, Sr e agir.”
- “Somente na loucura se pode ser gente, bicho e fantasma; mais fantasma e bicho do que  gente. Somente na loucura se pode ver e conversar com a própria loucura humana.”
- “O louco tem sempre algo a dizer, como os artistas. Os artistas têm alma de loucos.”
- “A escrita com cores foi batizada de artes plásticas; a escrita com som, denominou-se música e, a escrita com letras, deu-se o nome de literatura.”
- “Nenhum animal adestrado pode criar”
- “A morte é o retorno ao princípio.”
- “O que de mais valioso pode ter entre duas pessoas, que não segredos?”
- “Poder e dinheiro em excesso roubam o que o homem tem de mais precioso, a sua liberdade.”
- “Somente o desapego e o amor genuíno podem preparar o ser humano para a grande passagem.”
- “Se entregar é a melhor forma de cair, sem se machucar.”
-“Oração é aquilo que dizemos para nós mesmos.”
- “Seja impecável com a sua palavra. /A palavra é mágica. /A palavra é catalisadora. /A palavra é luz. /A palavra cristaliza energia. “... (A Palavra de Mulher)
- “A verdade não é para ser dita e, sim, experimentada.”
- “A ciência mede, mas não pode medir o encanto de uma obra de arte.”
- “Ciência, arte e religião são meios de compreender esse mundo e procurar alcançar uma dimensão superior.”
- “De minha parte sei que, quanto mais convivo com as pessoas, mais sei um pouco sobre mim mesma.”
- “Viver é alcançar o próprio destino.”
- “Na dúvida tudo é perigoso.”
- “Por duas vezes negligenciei a minha vida: quando amei mais do que pude e quando pude amar e desprezei.”
- “A lei condiciona, a religião culpa e ambas aprisionam.”

terça-feira, 20 de outubro de 2015

20 ANOS DE "SEU JAIME"


Quem vai cantar prá ele é a maior cantora do Brasil de todos os tempos - Elis Regina - Os parabéns, em família, foi executado por Rogério no sax (só quer ser seu Ivanildo - o sax de ouro - lá de Parnamirim). Seu Jaime só faz rir prá gente. Sua alegria nos contagia e nos comove. Obrigado por você existir. Parabéns pelos Fernandes.


 Rogério, Marcos, seu Jaime, Eró e Arthur.

 Quem também completou 17 anos foi o Luan (camisa do Vasco). Parabéns Luan.

 Rosa e Bruno (seu Jaime), o aniversariante


 Rogério executando os Parabéns Prá Você (Só toca essa e mais umas três)

 O primo Arthur, parabenizando seu Jaime (abaixo)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

DIA DO PROFESSOR.





 Na conclusão do Ginásio (1964) Na mesa, dois professores, que forjaram a minha formação. Adiodato José dos Reis e Eliah Maia do Rego (do lado esquerdo perto de tenente Nunes (Prefeito de Parnamirim)

Dia do Professor

No dia consagrado aos professores, quero prestar minha singela homenagem aos professores, que ficaram na minha memória e que me ajudaram na minha  formação como profissional e como ser humano. São eles:
Minha primeira professora: D. Maria de seu João Branco, em Parnamirim, que me iniciou no ABC grande e na tabuada. Tinha sabatina e bolo de palmatória, quando se errava  quanto era 6X9, por exemplo. Lembro-me também que foi com  D. Maria, que fiz meu 1º pic-nic para a praia de Ponta Negra, num ônibus “bico fino” que fazia a linha Parnamirim – Natal.
No primário, estudei ainda em Fernando de Noronha, por duas vezes, em 1954 e 1958. Na 1ª vez não lembro dos nomes das professoras. Em 58, estudei o 3º ano com a professora Iracema e lembro que ia até bem com essa professora, mas quando ela foi substituída, degringolei e fui reprovado no fim do ano.
Voltando a Parnamirim, estudei no primário com a professora Maria Saraiva, que dava aulas particulares. Na 4ª série e no Admissão ao Ginásio, o professor que me marcou foi Adiodato José dos Reis, o professor Reis, que também  lecionou no Ginásio Augusto Severo, geografia e português. Também me marcou o professor, Eliah Maia do Rego, professor Basílio, professor Peixoto, que na 1ª série do ginásio, ensinava Latim e português. É isso mesmo, ainda alcancei a disciplina de Latim e a tal das provas orais, que nos causava pavor.
No secundário,estudei na Escola Agrícola de Jundiaí, em Macaíba, em regime de internato. Os professores que me marcaram foram: Luís de Melo, professor de matemática, que sempre dizia: “Esse problema não é fácil, mas, também não é difícil. É só uma questão de treino e vivência no assunto.” Também lembro, com saudade, do professor Rivaldo, que além de Português, ministrava diversas disciplinas, era um coringa e de grande erudição. E não poderia esquecer do professor decano, que era no início, o diretor da Escola, o Dr. Nilo.
Nos cursos avulsos que fiz, o melhor professor de matemática que tive foi o professor Houaiss, irmão do filólogo Antônio Houaiss, que ministrava a disciplina na escola de estatística do IBGE a ENCE.



Na faculdade os professores, que guardo na lembrança são: Renira Costa, Jardelino, Cláudio Emerenciano  e  Avani  Policarpo. No Mestrado, na UFRN, passei  pelas docências de Ceiça Cruz, Wilington Germano e minha orientadora Brasília Ferreira. Minha eterna gratidão a todos eles.
O magistério, tempos depois, também entrou na minha vida. Tornei-me professor, por concurso, no início dos anos 90, na Universidade Federal do Acre – UFAC. Devo, em grande parte, meu ingresso no magistério superior aos amigos e colegas Pedro Vicente Costa Sobrinho (in memória) e Homero de Oliveira Costa. Eles me estimularam e incentivaram a enveredar por essa carreira e são as minhas grandes referências intelectuais e acadêmicas.

Parafraseando o samba: Salve a esse que se presta a essa ocupação, salve o professor!!

ANIVERSÁRIO EM FAMÍLIA





Hoje a minha primogênita, Ana Carolina, que agora colocou OLIVEIRA no sobrenome, completa 39 voltas em torno do sol. É quase uma balzaquena. Ela tem me dado muitas alegrias e a maior delas foi meu neto Arthur, que agora impera absoluto na casa. Para minha filha, compartilho a benção, que dou todos os dias a seu filho e meu neto. Tenha DIGNIDADE, SAÚDE, FELICIDADE e VERGONHA. Acho que essas coisas, se forem cultivadas, estão de bom tamanho para enfrentar a vida! Vida longa, minha filha.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

LOROTAS POLÍTICAS DE SEU ZÉ



  

Esse livro registra 350 lorotas do Zé Cavalcanti, um paraibano de São José de Piranhas, que foi agricultor, vaqueiro, e político (Deputado Estadual pela Paraíba). Para exemplificar selecionei 20 delas, que me parece que são as que melhor representam o momento político atual. (MIF)

As lorotas políticas do José Cavalcanti (O seu Zé da Paraíba)

1 – “Na política, os tolos se contentam com pouco, os sabidos nem com o muito: querem tudo.”

2 – “A ambição política é como água salgada: quanto mais se bebe, mais aumenta a sede.”

3 – “Quem faz política é como cabaça que levou leite: nunca mais perde a catinga.”

4 – “Todo político pobre é como mamoeiro: quando dá muito, dá  duas safras.”

5 – “O político que não transige é como mourão de cerca de vara que não balança: é o primeiro que se quebra.”

6 – “Mal comparando, o político é como vendedor de fumo em rolo: mede comprido e corta curto.”

7 – “O político que está no poder é como o burro que está carregado de açúcar: até o rabo é doce.”

8 – “E quem é que não sabe que deputado de governo é como agulha: vive tomando no fundo, mas não sai da linha.”

10 – “Não se deve justificar derrota, porque quem perde em política é como quem apanha de mulher: não presta queixa a delegado.”

11 – “Todo candidato deve fazer como quem troca cavalo com cigano: fecha os olhos e se entrega a Deus.”

12 – “Mente, quem disser que não: raiva de político é como lágrima de viúva rica – seca depressa.”

13 – “Quem faz política é como quem amassa barro: não deve ter medo de salpico de lama.”

14 – “Na política, a ingratidão do amigo é como brasa de jurema preta: quanto mais coberta de cinza, mais queima.”

15 – “Alguns políticos são como mandacarus: não dão sombra nem encosto.”

16 – “O político, geralmente, é um sujeito que pensa uma coisa diz outra e faz o contrário.”

17 – “Ai do político decaído: depois da onça morta até os cachorros mijam nela.”

18 – “Quem fala mal de político é como quem chupa pitomba: cansa os queixos, desbota os dentes, amarrota a língua e não enche a barriga.”

19 – “Não há coronel político que não faça como o carneiro: sempre que recua é para dar a marrada maior.”

20 – “O político de caráter é como cabo de relho de almocreve: enverga mas não quebra.”