domingo, 7 de agosto de 2022

OS MENINOS DO PT ESTÃO DE VOLTA

 

Os nossos majoritários: Nazaré (Senado) Jorge Viana (Governo), Marcus Alexandre (Vice-governador)

                                                      
                                                          Militância na Convenção do PT (05-08-2022)

Nosso maior cabo eleitora: Futuro Presidente Lula


Rejane e Marcão


Jorge Viana cantando o hino acreano

                            Homenagem do DM de Rio Branco no seu aniversário em 2018

A diferença continua a ser Jorge Viana (Campanha de 1990)


OS MENINOS DO PT ESTÃO DE VOLTA!!

Por: Marcos Inácio Fernandes*

“As armas de outrem, ou te caem de cima, ou te pesam ou te constrangem.” (Cap. XIII – O Príncipe) Nicolau Maquiavel (1469-1527)

“A política é quase tão excitante quanto a guerra e tão perigosa quanto ela. A diferença é que na guerra, você só morre uma vez.” Winston Churchil (1874-1965)

“...Não vou embora do Acre pois minha vida é boa /Se me expulsarem eu volto feito sapo na lagoa /Não vou embora do Acre o motivo vou dizer, é a nova realidade dos meninos do PT...” (Acre Querido – Samba do José Bernardo Souza Filho – o Panelada (1945-2021)

Na Convenção do PT (05/08), que homologou os nossos candidatos a emoção e a alegria nos contaminou a todos. As reminiscências e as recordações também afloraram. Quando o Edgard de Deus apareceu com uma camiseta colorida do Jorge Viana, que nós fazíamos artesanalmente em 1990, passou um filme pela minha cabeça.

Aquelas eleições de 1990, foi a mais empolgante das campanhas eleitorais do Acre. Naquele ano, formava-se a Frente Popular do Acre -FPA e lançávamos, ousadamente, o “menino Jorge Viana” como candidato do PT ao governo. As pesquisas de intenção de voto nos apontavam em “rabagésimo” lugar, como costumava dizer o saudoso carnavalesco João Aguiar. Ao cabo nós fomos para o 2º turno com Edmundo Pinto e rompia-se a polarização política entre PMDB e PDS.

Começava naquele ano a saga dos “meninos do PT”. Hoje, 32 anos depois, os meninos já são cinquentões, sessentões e alguns até setentões, como eu, mas que permanecem com o mesmo brilho no olhar, a espinha ereta, o coração pulsante e a mesma disposição de luta pois, “lutar para nós é um destino”.

Antes da nossa Convenção, confesso que estava angustiado e perplexo com as indefinições nas tomadas de decisões da nossa Federação e já estava disposto a votar no Nilson do PSOL, pois jamais votarei nessa horda bolsonarista aqui do Acre, que tanto infelicita o nosso povo.

Agora, na undécima hora, fez-se a luz e valeu esperar pela boa surpresa. Vamos sair com uma chapa “puro-sangue”, como nos velhos tempos, com JORGE VIANA para Governador, MARCUS ALEXANDRE de vice, NAZARÉ ARAÚJO para o Senado e SIBÁ MACHADO, como 1º suplente de Senador. São os nossos melhores quadros a disposição do povo do Acre. A nossa chapa tem densidade política e administrativa. É uma chapa forte e competitiva. Ela alia a experiência do Jorge e a juventude do Marcus, ambos, dois tratores para trabalhar, que já provaram do que são capazes quando administraram a Prefeitura e o Governo do Estado. Nazaré, por sua vez, trás o carisma e a mística dos ARAÚJOS, um sobrenome que está incorporado a história política do Acre. Completando a chapa, o nosso dirigente nacional o subcomandante SIBÁ MACHADO, na suplência de Senador. Sibá encarna a resiliência do nosso projeto, a superação do preconceito e o espírito de luta da militância do PT.

Finalizo relembrando os versos de Belchior; “tenho sangrado demais /tenho chorado prá cachorro /Ano passado (em 2018) eu morri /Mas esse ano eu não morro”. (Sujeito de Sorte)

Na Convenção, quando cantamos o Hino Acreano, me deu uma vontade de chorar danada, pois relembrei naquele momento, dos companheiros que “partiram antes do combinado” nessa pandemia e nem pudemos nos despedir deles. Senti que vocês estavam PRESENTES na nossa festa, LHÉ, DIRCEU, PELEZINHO, PIOLA, PANELADA. ZENILDA, SID FARNEY, CESINHA, BALÃOZINHO, JÚNIOR, CHARLES, REGINALDA ...

Nessa campanha vamos nos redobrar por vocês. Será um tributo as suas memórias.

Vamos pro embate, sem recuar, sem cair, sem temer!!!

 

Rio Branco (AC), 07 de agosto de 2022

*Marcos Inácio Fernandes (Marcão) é militante do PT

 


domingo, 31 de julho de 2022

POLÍTICA E MILAGRES

                                                 


Os nossos Majoritários -2022 Jorge Viana e Nazaré Araújo


                 O início da saga dos ARAÚJOS (José Augusto 1º Governador eleito do Acre)

                            Maria Lucia Melo de Araújo. Duas vezes Deputada Federal pelo Acre.

                                        Nazareth Araújo - A política feita com flores e levezas.


                                                        Por mais mulheres na política


                                                      POLÍTICA E MILAGRES

Por: Marcos Inácio Fernandes*

“A questão de se a política ainda tem de algum modo um sentido remete-nos, necessariamente, de volta a questão do sentido da política; e isso ocorre exatamente quando ela termina em uma crença nos milagres – e em que lugar poderia terminar?

                                                                     Hannah Arendt (1906-1975)

Com essa frase da filósofa Hannah Arendt, encerrei minha tese de Mestrado sobre o PT, que posteriormente se transformou em livro. É uma frase que me toca profundamente, poia na minha concepção, a política ainda faz muito sentido e acredito em milagres, que nesse campo, ocorre com mais frequência que no campo religioso.

O próprio PT é um desse milagres da política e, aqui no Acre, os milagres protagonizados pelo partido são frequentes. Constituído e organizado em tempo recorde, já em 1982, participava com chapa completa numa eleição com regras draconianas com voto vinculado e onde analfabetos não votavam. Mesmo assim O nosso Nilson Mourão sai do pleito com a segunda maior votação proporcional do PT no Brasil, apenas ultrapassado pelo Lula em São Paulo.

Desde então nunca deixamos de apresentar os nossos candidatos, majoritários e proporcionais, ao povo acreano. As derrotas iniciais foram os alicerces para os 20 anos de vitórias sucessivas, que o povo acreano conferiu ao PT. E as nossas administrações promoveram verdadeiros milagres no Estado.

Agora nesse pleito de 2022, numa eleição que extrapola a disputa político/partidária, pois está em jogo o processo civilizatório e humanitário, aqui no Acre não podemos abdicar de apresentar os nossos candidatos majoritários para ter um palanque para denunciar e combater o fascismo que nos ameaça a todos. Um palanque para mostrar e defender o nosso legado. Um palanque para fortalecer o nosso partido e contribuir com o desempenho dos nossos candidatos proporcionais. Um palanque para ajudar o Lula a ter um melhor desempenho no Estado. Ganhar ou perder faz parte de qualquer disputa e como disse Churchil: na política, ninguém morre definitivamente. E lutar para nós do PT é um destino!!

Quero terminar falando de outros milagres na política que estão relacionados a família ARAÚJO. Um sobrenome que tem história, tem tradição e tem densidade política. Está fazendo 60 anos que JOSÉ AUGUSTO DE ARAÚJO (1930-1971), foi eleito o 1º governador do Acre, derrotando o favorito que era considerado o “pai do Estado”, Guiomard dos Santos. – 1º milagre.

O 2º milagre foi em 1966. Com apenas uma carta de apresentação de seu marido José Augusto e sem por os pés no Acre, MARIA LÚCIA DE MELO ARAÚJO, gravida de Nazaré Araújo, foi eleita a Deputada Federal mais votada no Acre naquele pleito. Logo depois do AI-5, Maria Lúcia, também seria cassada. Maria Lúcia conquistaria um novo mandato popular para Deputada Federal Constituinte, em 1986, sendo uma das signatárias da Constituição Cidadã, ainda em vigor.

Nesse momento tão decisivo para o povo acreano e brasileiro tenho acompanhado as articulações das mulheres para emplacar o nome de MARIA DE NAZARETH MELO DE ARAÚJO LAMBERT como nossa candidata ao Governo do Acre e me associo aos muitos companheiros e companheiras que defendem esse nome. Um nome que carrega a predestinação dos ARAÚJOS de realizarem verdadeiros MILAGRES na política do Acre.

Como acredito na política e nos milagres, espero que a amiga e companheira Nazareth Araújo, aceite o desafio e deixe o povo do Acre lhe levar para o 2º turno e, estando lá, para o governo é um milagrinho de nada, pois Lula está vindo aí com sua “rede de arrasto”.

 

Rio Branco (AC), 31 de julho de 2022

 *Marcos Inácio Fernandes (Marcão), é militante do PT


- Eleições Majoritárias do Acre (Governadores e Senadores) 1962/2018 -

 

Período

Governador / Coligação / Partido

Observações

1962 - 1964

José Augusto de Araújo - PTB

1º Governador eleito do Acre, pelo PTB. Senadores Guiomard Santos e Geraldo Mesquita

1964 - 1966

Edgard Cerqueira leite -

Capitão do Exército, comandante do 4º Batalhão de Fronteiras no Acre é o 1º Governador do regime militar, instaurado em 1964.

1967 - 1970

Jorge Kalume - ARENA

Eleito indiretamente pela ALE

1971 - 1974

Wanderley Dantas - ARENA

Eleito indiretamente pela ALE

1975 - 1978

Geraldo Mesquita - ARENA

Eleito indiretamente pela ALE

1979 - 1982

Joaquim  Macedo - ARENA

Eleito indiretamente pela ALE.

1983 -1986

Nabor Junior/ Iolanda Lima - PMDB

Elegeu-se com 36.369 votos. Deixou o governo antes do encerramento do mandato para se eleger Senador. Adversários: Jorge Kalume (PDS); Nilson Mourão (PT); Natalino de Brito (PTB). Mário Maia se elege Senador.

1987 - 1990

Flaviano Melo / Edson Cadaxo - PMDB

Flaviano se elegeu com 68.117 votos. Os adversários foram: Mário Maia pela Coligação Popular do Acre (PDT, PDS e PFL); Hélio Pimenta (PT); Elege-se Senadores: Nabor Júnior e Jorge Kalume numa disputa com 13 candidatos, inclusive o PT (Matias), PCB (Evaristo de Luca) e o PC do B (Rita Batista)

1991- 1994

Edmundo Pinto / Romildo Magalhães

Eleições decidida no 2º turno. Elegeu-se com 71.876 votos, contra 59.741 de Jorge Viana (PT). Com pouco mais de 1 ano de governo foi assassinado e lhe sucedeu o vice, Romildo Magalhães. Adversários: Jorge Viana (PT, PDT, PC do B, e PCB); Osmir Lima (PMDB); Rubens Branquinho (PTB, PDC, PL, PTR, PRN) e Réssine Jarude (PSDB)

1995 - 1998

Orleir Cameli – PRP/PP

Elegeu-se em 2º turno com 91.997 votos contra Flaviano Melo (PMDB, PDT, PSDB), com 79.436 votos. Demais postulantes: Tião Viana (PT, PSTU, PPS, PSB, PV e PC do B) e Duarte  Neto- Duda (PRONA). No 2º turno o PC do B, apoiou Flaviano e o PT liberou os militantes.

1999 – 2002

Jorge Viana – (FPA: PT-PSDB-PC do B-PDT-PSB-PPS-PV-PMN-PTB-PL-PSL-PT do B)

Jorge Viana (PT) se elegeu com 112.889 votos (57,70%) em chapa com Edson Cadaxo (PSDB). Os adversários foram: Alércio Dias (PFL); Chicão Brígido (PMDB); Duarte Neto – Duda (PRONA). Tião Viana se elege Senador com 103.559 votos.

2003 - 2006

Jorge Viana – (FPA: PT-PL-PC do B-PV-PMN-PSDC-PT do B)

Jorge Viana (PT), se elege com 165.574 votos (63,58%) em chapa ”puro sangue” com Binho Marques (PT). Os adversário foram:  Flaviano Melo (PMDB); José Mastrângelo (Frente Trabalhista: PPS-PTB-PDT);Antônio Edson A.Silva (PSL); Antônio Neres Gouveia (PRTB). Marina Silva (PT), com 157.588 votos  se elege Senadora, junto com Geraldo Mesquita Jr,(PSB/PSC), com 104.993 votos.

2007 - 2010

Binho Marques – (FPA: PT-PSB-PC do B-PP-PL-PMN- PRTB)

Binho (PT) se elegeu em 1º turno com 165.961 votos (53,05%). Dividiu a chapa co César Messias (PP). Adversários: Márcio Bittar (Frente da Cidadania: PPS-PMDB-PDT-PTC-PHS); Tião Bocalon (Produzir Para Empregar:PSDB-PFL-PTB); José Wilson (PSOL); Edvaldo Guedes PAN); Benício Dias (PSDC); José Aleksandro (PRONA).

Tião Viana (PT) se reelege Senador com 187.432 votos.

2011 - 2014

Tião Viana – (FPA: PT-PP-PRB-PDT-PTN-PR-PSDC-PHS-PTC-PSB-PV-PRP-PCB-PTB-PSTU-PC do B)

Tião Viana (PT), se elege no 1º turno com 170.202 votos (50,51%), compondo a chapa com César Messias (PP). Jorge Viana se elege Senador com 205.593 votos (31,77%) e a 2ª vaga do Senado fica com Sérgio Petecão com 199.956 votos (30,90%)

2015 -2018

Tião Viana – (FPA: PT-PDT-PC do B-PSB-PTB-PCB-PSL-PSDC-PTN-PPL-PROS-PRP-PHS-PEN)

Tião Viana (PT) compôs a chapa com Nazaré Araújo (PT) e ganhou no 2º turno com 196.509 votos (51,29% para Márcio Bittar, que obteve 186.658 votos (48,71%). Ficou com a vaga do Senado, Gladson Cameli com 218.756 votos (58,36%) compondo a Aliança Por Um Acre Melhor: PSDB-PMDB-PP-PSC-PSD-PR-PPS-PT do B-SD-PTC)

2019 - 2022

Gladson Cameli (PP, PPSPSDBPPMDBSDPSDDEMPMNPRPTC e PTB.)

Gladson Cameli (PP) – 223.993 (53,71%);

Marcus Alexandre (PT) – 144.071 (34,54%);

Coronel Ulisses (PSL) – 45.032 (10,80%);

Janaina Furtado (REDE) – 2,765 (0,66%);

Dave Hall (AVANTE) – 1.215 (0,29%)

Senado

Sérgio Petecão (PSD) – 244.103 (30,71%);

Márcio Bittar (MDB) – 185.066 (23,28%);

Jorge Viana (PT) – 117.200 (14,74%);

Ney Amorim (PT) – 115.243 (14,50%);

Minoru Kinpara (REDE) -112.989 (14,21%);

Pedrazza (PSL) – 20.302 (2,55%)

 

 

Organização: Marcos Inácio Fernandes.


quarta-feira, 27 de julho de 2022

AS MOEDAS E CÉDULA COMEMORATIVAS DO SESQUICENTENÁRIO E DO BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.

 


Cédula de 500 Cruzeiros (1822 - 1972)


Moedas do sesquicentenário (1822 - 1972)


Moedas do bicentenário (1822 - 2022)

Que lamentável que o bicentenário da independência do Brasil, ocorra com um fascista no cargo mais alto da República.  Ainda bem que a Casa da Moeda e o Banco Central, aboliram de colocar a efígie do mandatário de ocasião nas moedas. No Sesquicentenário tivemos o desprazer de ver o ditador Emílio Médice homenegeado nas moedas de 1 , 20 e 300 cruzeiros, em 1972, por ocasião do sesquicentenário da independência (150 anos). Também a efeméride foi lembrado numa cédula de 500 cruzeiros. (MIF)

Algumas informações das comemorações de 1972.

 A cédula que comemorou o fato trazia o valor nominal de Cr$500,00 (cruzeiros), com o tema sesquicentenário da independência do Brasil 7 de setembro de 1822 a 7 de setembro de 1972.

500 CRUZEIROS


No Anverso: Figura representativa da formação étnica brasileira, mostrando as diversas raças, por ordem de precedência histórica.

No Reverso:


 Sequência de cartas geográficas históricas, representando a evolução do espaço físico territorial brasileiro, nas suas diferentes fases – descobrimento, comércio, colonização, independência e integração.

A cédula possui dimensões de 172 x 78mm, e circulou durante o período de 15 de novembro de 1972 a 30 de junho de 1987.

 

NUMISMÁTICA – A cunhagem de moedas foi o ponto alto da comemoração durante o período, tendo sido cunhadas moedas de 1, 20 e 300 cruzeiros.

1 CRUZEIRO


Moeda comemorativa do Sesquicentenário da independência do Brasil, cunhada em níquel, bordo com inscrição Sesquicentenário da independência, peso de 10,08g, espessura de 1,7mm e diâmetro de 29,0mm, foram cunhadas 19.999.800 peças. A moeda circulou de 8 de novembro de 1972 a 28 de fevereiro de 1986.

No Anverso: Apresenta efígies do Imperador D. Pedro I e do Presidente Emílio Garrastazu Médice, o símbolo oficial do Sesquicentenário (1822-1972) e a legenda Brasil em sentido vertical.

No Reverso: Dístico indicativo do valor e mapa do Brasil representando a integração nacional.

20 CRUZEIROS


    
Moeda comemorativa do Sesquicentenário da independência do Brasil, cunhada em prata (0,900), bordo com inscrição Sesquicentenário da independência, peso de 18,04g, espessura de 2,1mm e diâmetro de 34,1mm, foram cunhadas 502.000 peças. A moeda ficou disponível de 8 de novembro de 1972 a 1º de setembro de 1987.

No Anverso: Apresenta efígies do Imperador D. Pedro I e do Presidente Emílio Garrastazu Médice, o símbolo oficial do Sesquicentenário (1822-1972) e a legenda Brasil em sentido vertical.

No Reverso: Dístico indicativo do valor e mapa do Brasil representando a integração nacional.


300 CRUZEIROS

Moeda comemorativa do Sesquicentenário da independência do Brasil, cunhada em ouro (0,920), bordo com inscrição Sesquicentenário da independência, peso de 16,65g, espessura de 1,8mm e diâmetro de 27,5mm, foram cunhadas 50.000 peças. A moeda ficou disponível de 8 de novembro de 1972 a 16 de janeiro de 1989.

No Anverso: Apresenta efígies do Imperador D. Pedro I e do Presidente Emílio Garrastazu Médice, o símbolo oficial do Sesquicentenário (1822-1972) e a legenda Brasil em sentido vertical.

No Reverso: Dístico indicativo do valor e mapa do Brasil representando a integração nacional.

Em 2022, no bicentenário, as homenagens, deviam ter sido superiores a dos 150 anos, mas ficou restrita a cunhagem de apenas duas moedas de 2 e 20 reais e de pequena tiragem apenas para colecionadores e as casa de comércio da Numismática. Ainda bem que escapamos de ter o retrato do capitão cunhado nas moedas.

As informações sobre o evento de lançamento das moedas.

Banco Central lança moedas comemorativas dos 200 Anos da Independência do Brasil

O Banco Central lançou, nesta terça-feira (26/7), duas moedas comemorativas, uma em prata e outra em cuproníquel, alusivas aos 200 Anos da Independência do Brasil. A cerimônia online foi transmitida ao vivo, às 15h, no canal do BC no Youtube, onde está disponível.

O lançamento das moedas marca a contribuição do BC para a celebração e registro do momento histórico que instituiu o Brasil como nação.

As moedas retratam, no anverso, dois momentos históricos ligados à Independência do Brasil: a de prata apresenta a sessão do Conselho de Estado, presidida pela princesa D. Leopoldina e com a participação de José Bonifácio, na qual foi tomada a decisão de enviar cartas a D. Pedro aconselhando-o a romper com a Coroa portuguesa; a de cuproníquel mostra o Grito da Independência, em que D. Pedro, ao receber as cartas da princesa e do ministro José Bonifácio, proclama a Independência do Brasil, às margens do Rio Ipiranga.

No reverso, a primeira estrofe do Hino da Independência, escrito por Evaristo da Veiga e com música composta pelo próprio D. Pedro I, aparece como elemento comum às duas moedas. Na moeda de prata, aparece também a Bandeira Nacional. Já o reverso da moeda de cuproníquel traz uma novidade: pela primeira vez em uma moeda brasileira será usado o recurso da cor. Nesse caso, as cores verde e amarela, escolhidas por D. Pedro I logo após a Independência, aparecem em uma faixa em movimento. Essas cores são provenientes das casas de Bragança e Habsburgo e foram usadas na Bandeira do Brasil desde o Primeiro Império, tornando-se um símbolo nacional.

Inicialmente serão cunhadas 5 mil moedas de prata e 10 mil de cuproníquel, podendo-se atingir as tiragens máximas de 20 mil unidades de prata e 40 mil de cuproníquel.

Após o lançamento, as moedas poderão ser adquiridas no sítio do Clube da Medalha da Casa da Moeda do Brasil: https://www.clubedamedalha.com.br/catalogo-de-produtos.

Características das moedas:

1. Moeda de prata

Valor de face: 5 reais

Material: prata 999/1000

Diâmetro: 40mm

Peso: 28g

Bordo: serrilhado

Acabamento: proof

Preço de venda: R$ 420,00

2. Moeda de cuproníquel

Valor de face: 2 reais

Material: Cu 75% - Ni 25%

Diâmetro: 30mm

Peso: 10,17g

Bordo: serrilhado

Preço de venda: R$ 34,00