quarta-feira, 2 de novembro de 2022

A BALSA É DO JAIR!

 

A Balsa Presidencial

Balsa Mista (Estadual e Federal)



A Balsa Estadual 


No folclore político do Acre tem uma instituição chamada de "BALSA", que carrega os perdedores das eleições num trajeto de Rio Branco, saindo do porto da Gameleira, ate Manacapuru, no estado do Amazonas. É uma viagem catártica onde os perdedores das eleições vão chorando as mágoas da derrota, ouvindo ao longo do trajeto, o "choro dos surubins", a lhes fazer companhia. É uma viagem dolorosa!!

Histórico da Balsa.

Com a anexação do Acre ao Brasil, a Lei 1181 de 25/02/1904, organiza o Acre em Território Federal, dividindo-o em três departamentos autônomos: Alto Acre, Alto Juruá e Alto Purus. Está decisão frustrou os chefes revolucionários, que esperavam que o Acre fosse constituído como Estado autônomo e que eles pudessem influir nos mecanismos de poder. Com as nomeações dos Prefeitos Departamentais e dos Intendentes das sedes Departamentais, as disputas políticas se acentuaram. Os seringalistas se dividiram ente os "históricos", que haviam participado da campanha revolucionária e os "não-históricos", formando-se facções contra e pró Plácido de Castro, a principal liderança que emerge do processo revolucionário. Daí que os primeiros anos do Território se caracterizam por uma grande instabilidade política. Destaque-se que, entre 1904 e 1912, se sucederam nada menos do que 14 Prefeitos Departamentais.

Em 1910, aconteceu um fato político, que nos faz levantar a hipótese, que a instituição da balsa está relacionada a esse fato. Num outro conflito entre as oligarquias seringalistas, o Prefeito Departamental, Leônidas Benício de Melo, é destituído do cargo e foi conduzido preso numa lancha do Território com "ordens de ser desembarcado no primeiro barranco quando a embarcação atingisse o Estado do Amazonas." O Jornal Folha do Acre nº 15 de 11/12/1910 na sua página 2, refere-se a esse evento. "A VIAGEM DO EX-PREFEITO - Regressou a esta cidade no dia 2 deste mez a lancha Dias que conduziu o ex-Prefeito Leônidas Benício de Mello expulso deste Departamento pelos revoltantes crimes que cometeu em pleno exercício daquelle cargo. O exportado, no rio Purus, acima da cachoeira tomou a lancha Supremo com destino a Manaus." As "lanchas Dias e Supremo" foram, portanto, as primeiras balsas. Não sei ainda precisar se o barranco onde Benício de Melo foi "desembarcado" fazia parte do município de Manacapuru, destino do "exílio temporário e obrigatório" de todos que perdem eleições no Acre. 

Portanto, eis as balsas das eleições 2022, com os passageiros que foram derrotados nas urnas. Abaixo um quadro dos números eleitorais do 1º e 2º turnos das eleições presidenciais.

A nossa vitória foi de lavar a alma!!!

Agora é continuar a disputa de hegemonia na sociedade, mantendo e fortalecendo os nossos COMITÊS DE LUTA, para que Lula não sofra uma oposição desleal, como sofreu a Dilma,  e tenha governabilidade para implementar as suas propostas, que em síntese é colocar os ricos no Imposto de Renda e os pobres no orçamento.

A luta continua!!! (MIF)


Eleições – 2022

Resultados do 1º e 2º turnos da eleição presidencial por Estados e Região

(Números absolutos e relativos)

REGIÃO/ESTADO

LULA

(Nº DE VOTOS)

%

BOLSONARO

(Nº DE VOTOS)

%

NORTE

 

 

 

 

Acre

129.022

121.566

 

29,26

29,70

275.582

287.750

62,50

70,30

Amazonas

1.019.684

1.004.991

 

49,58

51,10

880.198

961.741

42,80

48,90

Amapá

197.382

189.918

45,67

48,64

187.621

200.547

43,41

51,36

Pará

2.443.730

2.509.084

52,22

54,75

1.884.673

2.073.895

40,27

45,25

Roraima

68.760

67.128

23,05

23,92

207.587

213.518

69,57

76,08

Rondônia

261.749

262.904

28,98

29,34

581.306

633.236

64,36

70,66

Tocantins

434.303

434.593

50,40

51,36

379.194

411.654

44,00

48,64

 

 

 

 

 

NORDESTE

 

 

 

 

Alagoas

974.156

976.831

56,50

58,68

621.515

687.827

36,05

41,32

Bahia

5.873.081

6.097.815

69,73

72,12

2.047.599

2.357.028

24,31

27,88

Ceará

3.578.355

3.807.891

65,91

69,97

1.377.827

1.637.477

25,38

30,03

Maranhão

2.603.454

2.668.425

68,84

71,14

983.861

            1.082.749

26,02

28,86

Paraíba

1.554868

1.601.953

64,21

66,62

717.416

802.502

29,62

33,38

Pernambuco

3.558.322

3.640.933

65,27

66,93

1.630.938

1.798.832

29,91

33,07

Piauí

1.518.008

1.551.383

74,25

76,86

406.897

467.065

19,90

23,14

Rio Grande do Norte

1.264.179

1.326.785

62,98

65,10

622.731

711.381

31,02

34,90

Sergipe

828.716

862.951

63,82

67,21

378.610

421.086

29,16

32,79

 

 

 

 

 

CENTRO OESTE

 

 

 

 

Mato Grosso

633.748

652.786

34,39

34,92

1.102.866

1.216730

59,84

65,08

Mato Grosso do Sul

588.323

599.547

39,04

40,51

794.206

880.606

52,70

59,49

Goiás

1.454.723

1.542.115

39,51

41,29

1.920.203

2.193.041

52,16

58,71

Distrito Federal (Brasília)

649.534

729.295

36,85

41,19

910.397

1.041.331

51,65

58,81

 

 

 

 

 

SUDESTE

 

 

 

 

Espírito Santo

897.348

926.767

49,40

41,96

1.160.030

1.282.145

52,23

58,04

Minas Gerais

5.802.571

6.190.960

 

48.29

50,20

5.239.264

6.141.310

43.60

49,80

Rio de Janeiro

3.847.143

4.156.217

40,68

43,47

4.831.246

5.403.894

51,09

56,53

São Paulo

10.490.032

11.519.882

40,89

44,76

12.239.989

14.216.587

47,71

55,24

 

 

 

 

 

SUL

 

 

 

 

Paraná

2.363.492

2.506.605

35,99

37,60

3.628.612

4.159.343

55.26

62,40

Rio Grande do Sul

2.806.672

2.891.851

42,28

43,65

3.245.023

3.733.185

48,89

56,35

Santa Catarina

1.279.216

1.351.918

29,54

30,73

2.694.406

3.047.630

62,61

69,27

 

 

 

 

 

EXTERIOR

138.933

152.905

47,17

51,28

122.548

145.264

41,61

48,72

BRASIL

60.345.999

50,90

58.206.354

49,10

 

 

 

 

 

 

Fonte: TSE -Resultados eleitorais – Eleições 2022

Organização: Marcos Inácio Fernandes.


domingo, 30 de outubro de 2022

MEU VOTO FOI TAMBÉM PELOS MEUS MORTOS!

 


Fui votar logo cedo pois também sou fiscal da FEDERAÇÃO BRASIL DA ESPERANÇA e, como tal, fui assinar a zerézima, conferindo a lisura das urnas eletrônicas. No meu local de votação e fiscalização, tudo tranquilo e sem filas e sem fiscais do adversário. (Acho um bom indício)!

Quando fui apanhar minha companheira Eró para também votar, dei uma olhadinha no meu zap li um texto do Vladimir Safatle com o título muito sugestivo "QUE OS MORTOS TENHAM DIREITO DE VOTAR". Transcrevo e lembro dos meus mortos, que hoje não votaram, mas com certeza, votariam em Lula 13, se vivo estivessem. O meu voto são em suas memórias. (MIF)

Meus Familiares:

CARLOS MAGNO FERNANDES ( 24/05/1950 - 05/06/2021)

Roberto e minha cunhada Penha, que subiu também em junho de 2021


Meus amigos e companheiros de utopias:

Piola

Sid Farney

Júnior

Bode (de Brasiléia)

Arimatéia (PC do B)

Balãozinho (Marcão)

Dirceu (Marcão)

Eri Galvão e Lhé (Marcão)

Lazinho e Dirceu

Pelezinho (entre Eugênio e Santiago)

Quintelinha (Recebendo homenagem de Jorge, Marcus e Angelim)

Zenilda (Cazuza e Marcão)

E ainda os amigos e companheiros Reginalda e Marcos Afonso

Texto do Safatle:

Que os mortos tenham direito de votar

Vladimir Safatle

 Essa é uma das mais belas passagens de Jacques Lacan. Trata-se do momento em que ele descobriu haver algo pior que a morte. Pior que a morte havia a morte da morte, havia o ato de matar a morte, ou seja, impedir que a morte pudesse ocorrer, com seu luto, com seu acolhimento simbólico, com seu dolo, com seu dever de memória. Nesse caso, era como se sujeitos fossem mortos pela segunda vez. Não só a morte física mas uma ainda pior, ainda mais brutal: a morte simbólica.

O momento em que ele a percebe não poderia ser mais sintomático. A França era uma potência colonial em guerra, corpos de argelinos que lutavam pela independência apareciam no mar depois de serem torturados. Os corpos daqueles que não queriam mais ser colonizados desapareciam sem que suas famílias pudessem enterrá-los. Sua morte era roubada de suas famílias, pois “desaparecer” é não saber onde alguém está, se está vivo ou morto, se um dia voltará ou se foi em definitivo.

Essas técnicas usadas nas chamadas “guerras contrainsurrecionais” serão exportadas anos mais tarde para a América Latina. Nos anos 1970 encontraremos, por exemplo, o torturador francês Paul Aussaresses, o mesmo que organizava sessões de tortura e assassinato em Argel, ensinando aos militares brasileiros como matar a morte, como desaparecer corpos sem deixar traço. Na plateia estavam esses que nos governam hoje. Ouviram atentamente, anotaram copiosamente as “técnicas”, aplicaram-na nos que lutaram contra a tirania. E, mesmo depois de derrotados, levaram a sociedade brasileira a se calar diante de seus crimes, pois, afinal, haviam sido “anistiados”, o que em bom português significa: os criminosos perdoaram a si mesmos. Não haveria julgamento, ou seja, eles poderiam voltar a qualquer momento.

Então eles voltaram, e voltaram no momento em que o mundo passava pela pior pandemia mundial. Como alunos aplicados, lembraram-se do que aprenderam e aplicaram as técnicas da guerra contrainsurrecional em toda a população brasileira. Técnicas que ensinam que impedir o dolo, desumanizar os mortos e circular a indiferença como afeto social central é a melhor coisa diante daquilo que pede a existência do Estado, a saber, a guerra e a pandemia.

O Brasil viu então o horror de um governo que lutava contra a vacinação de seu próprio povo, que zombava de suas mortes, que sabotava as tentativas da sociedade de se autodefender, que escondia números, que “desaparecia” corpos enquanto fazia de tudo para preservar os rendimentos da elite rentista, do sistema financeiro, dos empresários da corte. Um governo que matava a morte. O resultado foi inapelável: mesmo levando em conta apenas os números incertos que conseguimos levantar, descobrimos que tínhamos 3% da população mundial e 15% das mortes por covid no mundo.

Há pessoas que gostam de repetir que números não mentem. Bem, pessoalmente não tenho um fetiche dessa monta pelas “verdades numéricas”. É possível fazer números mentirem, mas há momentos, há de se reconhecer, em que os números são brutalmente explícitos e não conhecem “interpretação” de nenhuma sorte. Não há nada a dizer quando um país que tem 3% da população mundial é responsável por 15% das mortes por covid. Nada a dizer a não ser: quem nos governava à época merecia ser afastado naquele momento, ser objeto de impeachment. Era simplesmente parte do problema. E não foram poucos os que lutaram por isso.

No entanto, eis que eles continuam e, anos depois, ameaçam ser reeleitos. Uma reeleição que significaria jogar na vala comum todos os que morreram por irresponsabilidade e indiferença do Estado, deixar seus corpos sem sepultura apodrecendo a céu aberto. Corpos sem memória. Significaria o crime aterrador de esquecer e perdoar quem os matou, não uma, mas duas vezes. Os gregos tem uma bela tragédia, Antígona, a respeito do que deve (e esse “deve” está aí por rigor) ocorrer quando uma sociedade vê como possível matar duas vezes alguém. Ela deve desaparecer. Ela perdeu toda e qualquer substância ética, é só uma associação de “assassinos sem maldade e vítimas sem ódio”, como dizia Günther Anders.

Por isso, amanhã não votarão apenas os vivos, votarão também os mortos. Ressurretos por um momento, eles segurarão a mão da insanidade como quem diz: “Nós não seremos mortos uma segunda vez.” E será essa ressureição dos mortos que salvará o que sobrou de nossa sociedade brasileira, que nos permitirá começar a construir outra sociedade a partir dos escombros dessa que já terminou. Nesses paradoxos tão estranhos quanto belos, quando uma sociedade se encontra no seu mais profundo perigo, são os mortos que nos salvam, é sua força de não se deixarem esquecer que preserva a abertura de nosso futuro. Quando estivermos na cabine de votação, não estaremos sozinhos. Haverá 700 mil pessoas votando através de nosso gesto. Há momentos em que uma eleição é apenas uma eleição. E há momentos em que uma eleição é o gesto derradeiro de uma sociedade que usará da força de seus mortos para forçar as portas cerradas do futuro.


quarta-feira, 26 de outubro de 2022

PARABÉNS PRESIDENTE LULA!!

 


Parabéns e felicidades presidente Lula. Vida longa!!

Que o seu 3º mandato resgate a dignidade do povo brasileiro. O seu presente está guardado e lhe darei no domingo, cravando 13 e CONFIRMANDO!!! (MIF)

A ESCUMALHA DA REPÚBLICA - 1

 


Essa escumalha me causa ânsia de vômito!! (MIF)

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

AOS MEUS QUERIDOS CURUMINS!!!

 








AOS MEUS QUERIDOS CURUMINS

Por: Marcos Inácio Fernandes*

Os meus queridos curumins são os meus netos e sobrinhos. São as crianças da nossa família, que estão tendo uma vida melhor do que a que eu desfrutei quando criança. Eles nasceram e estão crescendo em famílias estruturadas recebendo o amor e o carinho dos pais, dos avós, tios e demais familiares, num ambiente muito propício para a formação de um bom caráter, que os tornem cidadãs e cidadãos de bem.  Espero e desejo que os tempos sombrios que vivemos e, que eles ainda não se dão conta, seja breve. Que eles possam herdar um país melhor, balizado pelos seguintes fatores:

1 – Um país soberano;

2 – Um país sem fome e sem crianças nas ruas;

3 – Um país sem facções e com mais segurança;

4 – Um país mais solidário e tolerante;

5 – Um país armado, apenas, com livros;

6 – Um país com mais igualdade e equidade;

7 – Um país menos racista e preconceituoso;

8 – Um país onde a corrupção seja residual e deixe de ser crônica;

9 – Um país onde a justiça seja o “pão do povo”;

10 – Um país mais politizado, com cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres;

11 – Um país que cultive a paz entre os povos;

12 – Um país que respeite o meio-ambiente e garanta o nosso patrimônio natural às gerações futuras;

13 – Um país, que em breve, deixe de relacionar as cores da nossa bandeira com o fascismo e que o patriotismo deixe de ser o último refúgio dos canalhas.

Por essas e outras razões votarei em Lula, novamente, no dia 30/10. Faço isso desde 1989, antes de vocês nascerem e agora em 2022, o faço pelos curumins da família, para que vocês cresçam num Brasil mais feliz.

                       É LULA 13 SEM MEDO DE SER FELIZ!!

 

Rio Branco (AC) 12 de outubro (dia da criança) de 2022

*Marcos Inácio Fernandes (Marcão/Marquito), 74 anos, decano dos Fernandes, professor aposentado e militante do PT.