sábado, 16 de março de 2024

ADEUS SEU CHICO!

 Eró, seu Chico e Marcão (Nos 100 anos)


Marcão, Eró, seu Chico, Ana e Arthur (100 anos do seu Chico)

Marcão com Abelardo, Ana e seu Chico - 1979

Seu Chico, quebrando a barreira dos 100 anos


Painel dos 100 anos do seu Chico

ADEUS SEU CHICO

Seu Chico, meu vizinho e amigo, desde que cheguei no Acre, em 1978, fez a partida nessa madrugada, aos 102 anos. Partiu suavemente, dormindo. Ele acompanhou de perto o crescimento dos meus filhos e, na festa do seu centenário, celebramos a data com a  presença do meu neto Arthur, filho da Ana. A sua trajetória de vida, pode-se considerar  invejável. Não apenas por ter quebrado a barreira dos 100 anos com lucidez, mas, principalmente, por ter constituído uma família numerosa com D. Maria (acho que mais de 10 filhos, dos quais conheci mais de perto, Ivone e João Neto, que trabalharam comigo na Emater, Chico, Geraldo, Moreira, Carlinhos e Maise). Todos foram bem encaminhados na vida e se tornaram cidadãos de bem. Considero que esse é o maior patrimônio, que qualquer pai de família deve se orgulhar.

Vá na luz, seu Chico e descanse em paz!!

 

Marcão.

Rio Branco (AC), 16 de março de 2024


sábado, 24 de fevereiro de 2024

FORRÓ NO CÉU!

 FORRÓ NO CÉU!!

D. Sebastiana (1940 - 2024) e Marcão

Hoje tem forró no céu? Tem mermo! D. Sebastiana já está flutuando para aquelas paragens onde moram as estrelas. Vai se encontrar com seus parceiros do forró do Senadinho e do Aeroporto Velho, que ela frequentava enquanto seus joelhos permitiram. Agora esse problema está superado. Ela vai se reencontrar com seus parceiros e amigos, que também já subiram, como o Quintelinha, o Panelada e o Lhé e o forró vai ser de “torar a alça do corpete”. Dominguinhos já está escalado para tocar e o Jackson do Pandeiro vai cantar seus sucessos, entre eles, o antológico SEBASTIANA, em sua homenagem. Cantemos juntos.

“Convidei a comadre Sebastiana / Prá dançar e xaxar na paraíba/ Ela veio com uma dança diferente/ E pulava que só uma guariba /E gritava: A, E, I, O, U, ypisilone (bis)

Já cansada no meio da brincadeira / E dançando fora do compasso /Segurei Sebastiana pelo braço / E gritei não faça sujeira / O xaxado esquentou na gafieira / E Sebastiana não deu mais fracasso / E gritava: A,E,I,O,U Ypisilone.” (Sebastiana – Rosil Cavalcanti).

Receba meus sentimentos Bete, Socorro, Andréia, Wanda e demais familiares do clã Oliveira.  Vá na luz, amiga Sebastiana, e descanse em paz!!

 

P.S – Amanhã no “É Cantando Que A Gente Se Entende” na Difusora, colocarei um forrózinho em sua homenagem.

Abraço saudoso do Marcão.

Rio Branco (AC), 23 de fevereiro de 2024

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

CELULAR, UMA ARMA DE DISTRAÇÃO EM MASSA NO BOLSO DE CADA UM.

 Esse texto é de UTILIDAE PÚBLICA!!! Nos fornece informações valiosas para sabermos utilizar melhor os nossos celulares e menos dependentes dos ALGORÍTIMOS das Plataformas Digitais. (MIF)


Celular, uma arma de distração em massa no bolso de cada um

Como o smartphone sequestra suas horas e sua concentração – e um caminho para sair dessa relação abusiva

Marcelo Soares | 01 fev 2024_ Revista Piaui

Quando o editor me convidou para escrever esta reportagem sobre o nosso vício em telas e as medidas para se livrar dele, anotou algumas práticas testadas informalmente na redação:

§   

§  Usar os “filtros de cor” para deixar a tela do celular em preto e branco (uma estratégia que será descrita na reportagem abaixo) é um Ozempic para o vício em tela: tudo fica mais sem graça e você perde a vontade de ficar “beliscando” o dia todo, vendo tanta besteira. Passa, então, a usar o celular de forma mais utilitária e menos recreativa, por menos tempo

§  Mover os aplicativos mais supérfluos para dentro de pastinhas na tela exige dois cliques – e, assim, faz você pensar duas vezes antes de abrir as portas para abrir o TikTok do nada, como quem, entediado, abre a geladeira para ver o que tem de bom

§  Deletar o app da tela inicial ajuda ainda mais: você precisa fazer uma busca para encontrar o que quer. É um micro trabalho, claro, mas que dá um empurrãozinho para desautomatizar o clique

§  Melhor ainda é dificultar um pouquinho mais: apagar o aplicativo de rede social e acessar do browser do celular, logando e deslogando a rede a cada vez que usar. Se você tiver autenticação em dois fatores, vai bater uma preguiça de digitar o código

§  Melhor ainda é se esforçar para manter a navegação no laptop, como faziam os povos da Mesopotâmia, sempre que possível. A experiência é bem menos viciante e você se afasta do risco de abrir a tela para checar a previsão do tempo e cair, sabe-se lá como, em duas horas entretido nas tretas do X.


Parar para ler um texto menos ligeiro ajuda a exercitar algo que os smartphones vem nos roubando: a concentração. A reportagem abaixo, que pode ser lida no tempo dos stories da Silvia Braz, traça um panorama científico sobre o tempo inútil de tela e ideias para ter uma relação mais saudável com o aparelho.

 O brasileiro passa em média cinco horas por dia grudado na tela do celular, segundo o estudo “State of Mobile 2024”, divulgado em dezembro. Como essas cinco horas não são contínuas, e sim picotadas ao longo do dia, vivemos distraídos e muitas vezes nem vemos o tempo passar. Daí muita gente ter colocado como meta de Ano-Novo passar menos tempo online.

“A sensação de passagem do tempo é muito vulnerável a distorções”, disse à piauí a pesquisadora Ruth Ogden, professora de psicologia do tempo na Universidade John Moores de Liverpool, no Reino Unido. Sua equipe ouviu trezentas pessoas em países europeus sobre seus hábitos digitais. Quanto mais horas passavam conectadas, pior era a percepção delas sobre o tempo livre. Embora estivessem muito mais horas ocupadas, parecia que tinham produzido muito menos. Ogden não culpa propriamente a tecnologia por isso, mas recomenda prestar atenção em como se usa e se percebe o resultado dela.

Tempos atrás, quem torcia para um time, ou era fã de uma banda, vivia cercado de pessoas que raramente partilhavam do mesmo entusiasmo. Nos últimos quinze anos, o uso do smartphone permite que alguém possa passar o dia todo falando do seu assunto favorito com amigos, ídolos e desconhecidos – e, nisso, até as horas de sono são prejudicadas. 

Os algoritmos que direcionam informação, lazer e interação são os principais atores nessa situação. Um algoritmo é um modelo matemático, implementado por meio de códigos de programação, que se alimenta de dados sobre o comportamento passado do usuário para tentar prever e incentivar o que ele fará em seguida. As empresas de redes sociais coletam toneladas de dados sobre características e preferências de cada usuário visando prever melhor quais conteúdos mostrar para mantê-lo colado na tela por mais tempo, mostrando assim mais anúncios e aumentando suas receitas. Daí, o sucesso das plataformas depende da captura permanente da atenção das pessoas. “Os usuários estão, ao mesmo tempo, sendo usados”, escreve Justin E.H.Smith, autor de The Internet is Not What You Think it Is: A History, a Philosophy, a Warning (A internet não é o que você pensa que é: uma história, uma filosofia, um alerta, em tradução livre).

Na pandemia, quando até as atividades mais básicas migraram para o celular, a apelação para caçar cliques dominou as redes, com variações em torno de temas altamente polarizantes, de política a comportamento. Nas plataformas de streaming, a mesmice tomou conta. Além de todas as continuações de franquias de super-heróis, há filmes feitos para o que o algoritmo calculou ser o gosto médio do público, baseado no histórico de consumo de cada usuário. Na Netflix, eles muitas vezes são estrelados por Adam Sandler e sempre parece que você já viu o longa antes, de tanto que os roteiros se alimentam do que já deu certo antes. 

O jornalista norte-americano Kyle Chayka, autor de Filterworld – how algorithms flattened culture (Mundo com filtro – como os algoritmos achataram a cultura, em tradução livre), lançado em 16 de janeiro nos Estados Unidos, avalia que esse avanço dos algoritmos sobre o reino da criatividade deixou tudo mais chato – e achatado. Ele empurra a cultura em duas direções só aparentemente diferentes – com uma mão estimula a mesmice, com a outra, as bolhas; as duas atraem engajamento, tempo gasto e compras online. 

No X, o antigo Twitter, o bilionário mimado Elon Musk adotou uma série de critérios de visibilidade, especialmente paga, que aprofundam a cada dia a percepção de que o que vale lá é a gritaria. Esse processo de deterioração da utilidade das plataformas em busca de lucro é chamado de “enshittification”, ou “bostificação”, pelo jornalista e escritor canadense Cory Doctorow.

Se você colocou entre suas resoluções para 2024 a redução do tempo que passa no celular e nas redes sociais, pode ter tido problemas para imaginar por onde começar. Sua ideia tem mais chance de dar certo agora no início do ano, quando noves fora alguma operação policial em Angra dos Reis (RJ), o noticiário político está um pouco morno, os assuntos das redes sociais giram em torno de tretas entre celebridades e, em alguns casos, você talvez possa pensar em passar uns dias fora de casa antes que a quarta-feira de cinzas traga a correria de volta.

Para ajudar quem deseja não estar mais tão alerta ao telefone, a piauí reuniu dicas elaboradas em diversos livros publicados nos últimos anos sobre como enfrentar os vícios comportamentais associados à tecnologia. Boa parte delas é dada por engenheiros e designers que já trabalharam nas próprias plataformas que nos viciam.

 É difícil fugir do smartphone porque ele de fato é útil. Já passou o tempo em que era mais fácil concordar com Umberto Eco, que via o celular como útil apenas para bombeiros, médicos, líderes mundiais com acesso à bomba atômica e adúlteros. Hoje, da divisão do trabalho ao joguinho para passar o tempo, tudo está na tela. E, com o crescimento do comércio eletrônico, ele também permite gastar dinheiro até nos horários em que ninguém sairia à rua atrás de uma nova geladeira. 

O jornalista e escritor escocês Johann Hari identificou a redução da capacidade coletiva de concentração como um dos grandes problemas da atualidade. Segundo os especialistas que ele entrevistou no livro Foco Roubado: os Ladrões de Atenção da Vida Moderna, o uso do smartphone e das redes sociais fragmentou e acelerou a circulação de informações que se processa a cada dia. E grande parte disso é de baixa relevância ou de interesse perecível. Isso facilita um ambiente de confusão.

Se as cinco horas diárias no celular fossem ininterruptas, ele distrairia menos do que nas dezenas de pequenos momentos que desviam a atenção de qualquer um. Essas interrupções são estimuladas pelos alertas disparados por qualquer aplicativo, seja de trabalho, conversa, comércio ou jogo. Voltar a prestar atenção no que se estava fazendo antes de ser interrompido é o que mais toma tempo todo dia, diz Cal Newport, autor de Trabalho Focado: Como ter Sucesso em um Mundo Distraído. Fora do escritório, ele sugere deixar o aparelho para carregar à noite longe dos olhos e das mãos, especialmente na hora de dormir.

Para recobrar ao menos parte dessas horas e dar melhor uso a elas, seria preciso antes de mais nada ter uma ideia do quanto se usa o aparelho e os aplicativos. 

Em alguns ambientes de trabalho, é impossível ter uma conversa de cinco minutos ininterruptos sem que ela seja quebrada algumas vezes por um alerta de celular. Às vezes essas notificações até são pertinentes, mas dificilmente urgentes a ponto de precisar interromper alguém.

Elas são componentes das técnicas de “nudge” (cutucada), conceito proposto em 2009 pelos economistas Cass Sunstein e Richard Thaler. No design de produtos e serviços, embute-se elementos que direcionam os usuários às ações desejadas. Os autores citavam objetivos nobres como estimular crianças a comer merendas saudáveis ao colocar frutas mais à vista do que chocolates nas cantinas. Mas isso rapidamente foi adaptado para maximizar a atenção dedicada pelos usuários a sites de conteúdo. 

Jake Knapp e John Zeratsky, autores de Faça Tempo: 4 Passos para Definir suas Prioridades e Não Adiar Mais Nada, conhecem bem esse ambiente. Já foram designers no Google, projetando aspectos do Gmail e do YouTube. Segundo eles, reagir imediatamente a qualquer demanda pela sua atenção é subordinar as suas próprias prioridades às alheias. 

Só que o cérebro humano não foi feito para dar conta de tudo o que se tenta processar hoje em dia. O pesquisador dinamarquês Sune Lehmann demonstrou que a cada ano tem se aumentado a sobrecarga cognitiva das pessoas. “Parece que a atenção alocada em nossas mentes tem um certo tamanho, mas os itens culturais que disputam essa atenção se tornaram mais densamente agrupados”, escreveu. Segundo ele, estaríamos chegando rapidamente ao limite da capacidade de cada um dar conta de processar tantas informações. As principais hashtags do Twitter, segundo o estudo, perderam mais de cinco horas de permanência nos trending topics, em média, entre 2013 e 2016.

Para David Strayer, professor de psicologia da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, ouvido por Hari, o telefone distrai motoristas tanto quanto a bebida alcoólica, e ser interrompido por notificações no trabalho atrapalha a concentração o dobro do que ocorreria se a pessoa tivesse acabado de fumar maconha. 

Uma pequena maneira de reduzir as demandas pela sua atenção, portanto, é ser mais seletivo com as notificações que você aceita em seu aparelho.

 O ator, escritor e apresentador Gregorio Duvivier anunciou em sua conta do Instagram, em novembro de 2023, que abandonaria o X. 

“Percebi (mais tarde do que deveria) que aquela rede não estava trazendo nada de bom pra ninguém (a não ser, talvez, pros acionistas)”, escreveu. “Não interessa ao algoritmo nada que te tire da rede, ou seja: livro, filme, peça. Aquilo é um ringue para se bater e apanhar, e nessa porradaria gerar lucro para poucos e perder seu precioso tempo. Sua energia vital. Sua atenção.”

Se antes era possível pensar em termos de “a notícia me encontra se for importante”, hoje não dá mais. Ela só o encontrará nas redes sociais se for escandalosa, polarizante, porque o algoritmo valoriza o que mais engaja. Novos assuntos e personagens ganham altíssima importância muito mais rápido – e perdem no mesmo ritmo. Já tentou lembrar todo mundo com quem você manifestou indignação na semana passada?

Uma dieta de informação balanceada depende de mais atenção à procedência do que se lê ou assiste. Nas redes sociais, tudo tem a mesma aparência – seja uma reportagem apurada por meses ou uma notinha que repercute uma treta; seja uma publicação profissional, ou um site que vive de plagiar conteúdo alheio. No último trimestre de 2023, para piorar, Elon Musk alterou o X para mostrar apenas a imagem de links postados, piorando a identificação das fontes.

Por enquanto, a maioria da mesmice ainda é produzida ou chupinhada por seres humanos, que têm restrições de capacidade de escoar textos e imagens. Mas não falta praticamente nada para que aplicações de IA (inteligência artificial) gerativa passem a despejar uma quantidade ainda mais insana de textos, imagens e vídeos de baixa qualidade nos feeds de redes sociais, visando apenas o clique fácil e engajado. Em dezembro, a Amazon já precisou limitar a quantidade de livros digitais que uma mesma pessoa poderia subir para o Kindle por dia, pois já existem malandros criando obras inteiras de baixa qualidade via ChatGPT para vender baratinho em edição digital. Por isso, vale a pena pensar em filtrar melhor de onde vem a informação que se consome.

“O jogo não é propriamente um vício: é o hábito que a gente adquire de perder”, escreveu o cronista Leon Eliachar (1922-1987). Segundo o estudo “State of Mobile”, alguns dos aplicativos de celular que mais cresceram no Brasil nos últimos dois anos são os de apostas, que mesmo antes de terem sua regulamentação aprovada no Congresso figuravam entre os maiores anunciantes da mídia brasileira. 

Esses apps não tinham nem de longe a receita daqueles coloridos e cheios de sons viciantes especialmente para crianças e adolescentes. Você pode até argumentar que é algo para relaxar, para desligar a cabeça depois de um dia cansativo. Mas a psicóloga norte-americana Gloria Mark, autora do livro Attention Span: a Groundbreaking Way to Restore Balance, Happiness and Productivity (Limiar de Atenção: um jeito revolucionário de resgatar equilíbrio, felicidade e produtividade, em tradução livre), discorda: atividades com tela consomem uma fatia considerável da capacidade de atenção que você recarrega todo dia ao dormir. 

Tristan Harris, que já trabalhou como eticista no Google, afirma que as redes sociais utilizam técnicas semelhantes às dos caça-níqueis para capturar a atenção dos usuários. Uma delas é arquitetar o mecanismo para facilitar que o jogo não acabe nunca. Nas redes, o mecanismo que faz isso é a rolagem de tela infinita, criada há cerca de dezoito anos por Aza Raskin, sócio de Harris no Centre for Humane Technology (Centro para Tecnologia Humana), entidade sem fins lucrativos que procura educar os usuários de tecnologia sobre seus efeitos adversos. 

O problema é que a lógica “gamificada” já se espalhou por todas as áreas da internet – e, assim como nos cassinos tradicionais, quem ganha sempre é a casa. Já reparou como até pra comprar remédio em farmácia você ganha pontos e recebe a proposta de “cumprir missões”, sempre em aplicativos coloridos? 

Redes sociais têm todos os ingredientes de uma experiência viciante, segundo o psicólogo australiano Adam Alter, autor de Irresistível: Por que você é viciado em tecnologia e como lidar com ela. Elas oferecem metas que os seus usuários podem seguir (chegar a um número alto de curtidas, por exemplo), dão feedback a quem se mantém ligado, por meio de recompensas variáveis (postagens mais ou menos engajantes, você nunca sabe o que vem a seguir) e alimentam a ilusão de progresso, quando se obtém números crescentes de seguidores. Existem “cliffhangers” como em séries, os famosos “ganchos”, porque dependendo do assunto há um suspense sobre como ele vai se desenvolver. E, obviamente, elas promovem uma certa interação social de baixa intensidade mas alta frequência. 

Entre os aplicativos que mais enviam notificações que interrompem o usuário estão os de mensagens instantâneas e de redes sociais. Por isso, vale pensar em desativar no próprio telefone todos os avisos que eles possam querer enviar. 

Nas redes sociais, você pode selecionar quais alertas você aceita receber. Nos filtros avançados do X, antigo Twitter, dá para silenciar notificações de pessoas que você provavelmente não conhece. Assim, se algum perfil apócrifo surgir para te xingar, isso não aparecerá como algo que você precisa observar naquele instante.

No Facebook, você pode desativar notificações de alguns tipos de mensagens, como das publicações em que você já comentou, ou de menções em lote, ou de grupos dos quais participa. Avalie caso a caso o que faz mais sentido – ou experimente cancelar tudo de uma só vez, reativando só o que fizer falta.

Dá para acionar o mesmo recurso no Instagram e no LinkedIn

No Whatsapp, você pode desativar as notificações para novas mensagens, especialmente os sons. Se a sua conta for convertida para Whatsapp Business, em que você pode na prática atuar como uma empresa, você pode definir “horários de funcionamento”, fora dos quais quem tentar lhe enviar uma mensagem recebe a informação de que deveria voltar a te procurar no dia seguinte. 

 O smartphone concentrou em si tarefas que demandavam inúmeros aparelhos, como ouvir música e guardar os contatos das pessoas. Com as redes sociais, tornou-se a segunda tela na sala de estar e no trabalho; hoje, pode-se considerar até que é a primeira.

Duas décadas atrás, quem quisesse falar ao telefone e também ouvir música precisava carregar dois aparelhos – o celular e um walkman, ou discman, ou talvez um iPod ou outro tocador de MP3. Para consultar mapas, taxistas carregavam sob o banco um volumoso guia da cidade e precisavam estacionar sempre que tivessem de consultá-lo. Para quem precisasse acessar sua agenda ou atualizar planilhas pela estrada, também havia assistentes digitais, os “PDAs”. Fotografar e fazer vídeos dependia de carregar câmeras específicas; algumas cabiam no bolso. Há 23 anos, a Levi’s chegou a lançar uma calça cheia de bolsos discretos para carregar todos os aparelhos.

Quem tem mais de 40 anos, como Johann Hari, cresceu nesse mundo. Quando foi pesquisar para seu livro, ele se desconectou completamente e foi passar um tempo numa cidade pequena. Sentiu um pouco de ansiedade no começo, mas fez as pazes com os minutos de tédio. Descobriu que era justamente nesses momentos que surgiam ótimas ideias. Quando se vive praticamente todas as horas que se passa acordado apenas para trabalhar e consumir conteúdo, ouve-se pouco as próprias ideias, percebeu. Só que, ao retomar a rotina, os hábitos digitais começaram a voltar também.

Hari ouviu diversos especialistas e concluiu que mudanças de atitude individuais ajudam, mas são insuficientes. Não resolvem o problema maior: o foco da humanidade foi roubado por um modelo de negócio. Esse modelo é o padrão atual, projetado pelos mais capazes engenheiros do planeta para se tornar irresistível – e com a adoção massiva da inteligência artificial pode se tornar ainda mais irresistível. Isso é ruim, diz ele, porque apenas estando plenamente conscientes dos problemas que nos cercam é que chegamos a soluções para eles. Distraídos, não sobra tempo sequer para enxergá-los.

A piauí tentou contato com Hari, mas recebeu resposta automática informando que ele está até março de 2024 na região rural da Jamaica, longe do celular e do laptop, checando seus e-mails apenas uma vez por semana. Sua assistente até sabe como achá-lo no telefone fixo em caso de emergência, só que logo depois de informar o e-mail dela, ele avisa: “mas vou te xingar por interromper minha paz! 🥰” 

 


segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

COCA COLA É ISSO AÍ.

 







                                                                  Propaganda enganosa!



CHINA PROIBIU COCA-COLA PARA CONSUMO HUMANO E CLASSIFICOU-A COMO MATERIAL DE LIMPEZA

Na China, a Coca-Cola será vendida como limpador de águas residuais e o refrigerante Coca-Cola produzido pela American Coca-Cola Company será transferido, de acordo com a decisão do Comitê Central Chinês para Qualidade Alimentar, para a categoria de Líquidos Sanitários recomendados para limpeza de tubulações...

A razão para esta decisão rigorosa são as pesquisas científicas sobre o conteúdo da bebida e seus efeitos na saúde humana. Mais de 500 prisioneiros foram escolhidos nas prisões chinesas para realizar experimentos e pesquisas. Eles beberam Coca-Cola três vezes ao dia durante seis meses. A experiência terminou com a morte de 75 pessoas e a infecção de 150 pessoas. Outros eram deficientes e o restante sofria de exacerbações de doenças crônicas e estava exposto a danos à saúde de diversos graus de gravidade...

Com base nestes dados, a Autoridade chegou a conclusões sobre o perigo dos refrigerantes para a vida e a saúde humana, o que levou à decisão de retirar imediatamente a Coca-Cola de todas as mercearias do país chinês 🇨🇳 ...

Ao mesmo tempo, são observadas propriedades positivas do líquido. Em particular, na canalização como limpador eficaz de esgotos e canalizações sanitárias em casas de banho, cozinhas...

Na Turquia, e pela primeira vez no mundo, foi iniciado um julgamento contra a empresa americana Coca-Cola para a composição da bebida, que poderia causar leucemia pulmonar, hepática, tireoidiana...

Na Índia, a Suprema Corte proibiu a distribuição de bebidas Coca-Cola devido aos seus riscos à saúde...

A Letónia proibiu a distribuição de Coca-Cola e Pepsi nas escolas primárias, e na Inglaterra e na Ucrânia foi imposta a proibição do seu consumo nas escolas...

Fatos sobre a Coca-Cola:

É considerado bom para remover ferrugem, ou as chamadas incrustações, do bule e da placa de banho, devido ao teor de ácido ortofosfórico que contém...

Em alguns países asiáticos, os agricultores usam a Coca-Cola para matar pragas de insectos e outros porque é mais barata que os produtos químicos e dá o mesmo efeito...

A cada segundo, 8.000 mil copos de Coca-Cola são consumidos no mundo...

Tudo o que foi dito acima não se aplica apenas à Coca-Cola, mas todos os outros refrigerantes são perigosos, como a Pepsi e outras bebidas de todos os tipos...

Devemos lembrar que as empresas transformadoras só se preocupam com os lucros e não se preocupam exclusivamente com a saúde humana para fins comerciais. Quanto a cuidar da sua saúde, está apenas nas suas mãos, por isso deve abster-se de beber e aconselhar quem está à sua volta a não beber... Na verdade, é delicioso beber porque contém ácidos, açúcares e produtos químicos. mas ao mesmo tempo é perigoso e mortal e traz câncer, osteoporose e perda precoce de memória....   Ótimo removedor de manchas de detergente. Tóxico: É exatamente assim que eu uso a Coca-Cola!


domingo, 7 de janeiro de 2024

PARA NÃO ESQUECER O DIA DA INFÂMIA (8 DE JANEIRO DE 2023)

 Para não esquecer o dia da infâmia (8 de janeiro de 2023)

Homero Costa

7 de janeiro de 2024

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

 

Muito já se escreveu e publicou sobre os atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023 e também sobre os seus desdobramentos, com a prisão e condenação (até o momento de uma minoria) de participantes diretos e quase um ano depois, o primeiro financiador, um empresário de Londrina, foi indiciado (certamente outros também serão), acusado de fretar ônibus que transportaram para Brasília de participantes dos atos, além de organizar grupos que atacaram as sedes dos três Poderes. Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, ele é acusado de cometer cinco crimes: abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado mediante violência ou grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. 

Até o momento, 30 dos 1.406 réus foram condenados a até 17 anos, denunciados por associação criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do estado democrático de direito, dano qualificado e deteriorização do patrimônio público.

Apesar do repúdio e indignação dos democratas em geral, incluindo obviamente o governo Lula, é preciso afirmar que também teve seus defensores, não apenas participantes diretos dos atos de vandalismo, como parcela da sociedade apoiadora do ex-presidente, inclusive na imprensa, como alguns comentaristas da (mais explicitamente) rede de rádio e TV comercial bolsonarista, a Jovem Pan.

O que houve no dia 8 de janeiro de 2023 no Distrito Federal com a horda de bárbaros invadindo e depredando os prédios dos três poderes – mobilizados, financiados e “convidados” para a “festa da Selma” - pode ser considerado como “o resumo compacto do governo Bolsonaro (...) síntese dos piores momentos do que já foi péssimo” como afirmou o jornalista e professor (USP) Eugenio Bucci (A máscara mortuária, o Estado de S. Paulo, 11/01/2023).

Alguns chamaram de versão tupiniquim do capitólio (eventos ocorridos no dia 6/1/2021 nos Estados Unidos com a invasão do Capitólio- onde era certificada a vitória de Joe Biden -  por apoiadores do então presidente  Donald Trump, alegando fraude nas eleições presidenciais).

O jornal Correio Braziliense na matéria Comunidade internacional condena o "Capitólio tupiniquim" (9/1/2023) escrita por Rodrigo Craveiro, afirma que houve imediata repulsa pelos defensores da democracia, como também da comunidade internacional, condenando com veemência a barbárie, citando o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que classificou o que ocorreu em Brasília como "ultrajante" e anunciando apoio total a Lula.

É citado também o professor do Departamento de História da Universidade de Denver (Colorado), Rafael R. Ioris que via “um paralelo muito forte entre os atentados terroristas de Brasília, e o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021”. Para ele “há semelhanças, tanto do ponto de vista empírico, com a invasão das forças da extrema-direita brasileira e norte-americana às instituições democráticas. Esses atores tiveram grande cooperação nos últimos tempos, partindo de uma mesma cartilha. A proximidade dos ex-presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump é explicitamente a demonstração da partilha de uma agenda neofascista" (https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2023/01/5064614-comunidade-internacional-condena-o-capitolio-tupiniquim.html).

Sobre o uso do termo “capitólio tupiniquim” uma matéria publicada no dia 11/01/2023 no site do Terras Indígenas Brasil por Trudruá Dorrico, escritora indígena da etnia Macuxi e doutora em Teoria da Literatura pela PUC/RS se refere a Danilo Tupinikim, indígena pertencente ao povo Tupinikim, que criticou o jornal Correio Braziliense por publicar uma matéria e usar o termo Capitólio Tupiniquim. Para ele “querem fazer uma relação à invasão do congresso americano pela extrema-direita trumpista, mas acabam cometendo racismo contra um povo inteiro”.

O nome próprio do povo é Tupinikim (“grafado desta maneira para diferenciar-se da ideia de extinção propagada no século XVI”) que não pode nem deve estar “associando ao ato antidemocrático e terrorista ensejado por bolsonaristas no dia 8 de janeiro - ao mesmo tempo em que apaga a luta de todo esse povo pelo reconhecimento enquanto povo originário”.

E ressalta ainda que “o Povo Tupinikim não compactua com esse atentado à democracia brasileira, pelo contrário, repudia o ato. Ressalto também que durante décadas os povos indígenas deste país sempre foram recebidos à balas de borracha, spray de pimenta e todo o aparato violento da polícia em diversas manifestações na busca pela garantia de direitos e da nossa sobrevivência, em nenhum deles, houve danos ao patrimônio público" (https://terrasindigenas.org.br/pt-br/noticia/217820).

 O fato é que os ataques que ocorreram no Distrito Federal foram antecedidos por um governo, como afirma Bucci “que se estruturou, desde o início, com um projeto articulado de ruptura da ordem democrática (...) os depredadores teleguiados encenaram a sanha-mestra do bolsonarismo: a vandalização das instituições democráticas, do patrimônio histórico, dos valores culturais, da política, da Justiça e dos equipamentos públicos. O governo defunto parece ter reencarnado na malta para terminar o serviço de destruição que deixara incompleto”. (https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/mascara-mortuaria/).

Foi claramente uma tentativa de golpe, com o apoio de parte das Forças Armadas e da Polícia Militar do Distrito Federal e também de parte da sociedade que apoiava (e grande parte continua apoiando) Bolsonaro e se muitos não estiveram presentes (financiados para se deslocarem de suas casas e ficarem hospedados em hotéis, pousadas etc., ou em acampamentos em frente a quartéis do Exército), apoiaram os atos e as concentrações golpistas com a conivência que se conhece, que não apenas permitiu como impediu sua retirada.

O que os criminosos, fanatizados, financiados e estimulados fizeram foi colocar em prática essência do governo que defendiam: a tentativa de destruição das instituições democráticas e um golpe militar, com Bolsonaro à frente. Não conseguiram. O fato é que os atos foram apenas resultado, o ápice da insensatez, da violência e da intolerância. E que teve um caminho pavimentado por um presidente de extrema direita, e seus apoiadores, que desde o início tinham como objetivo instaurar um Estado de exceção. Assim, para compreender os atos com maior alcance é preciso considerar também como resultado, ao longo dos quatro anos, de ataques à democracia, às instituições (como o STF e TSE em particular), às urnas eletrônicas (sem apresentar uma única prova de que houve fraude), ódio à cultura (destruíram obras de arte, quadros, equipamentos, que não pertencem aos presidentes, é patrimônio público, definido em Lei como “um conjunto de bens e direitos de valor econômico, artístico, estético, histórico ou turístico, que são pertencentes aos entes da administração pública direta e indireta”), além do descaso com a educação, ciência, saúde pública (expressa no boicote e criticas as vacinas etc.).

Com o fracasso da tentativa golpista, muitos foram (e ainda continuam) presos e o curioso é que, os que invadiram e depredaram os prédios públicos, quando presos, perguntavam: cadê os direitos humanos? Logo eles, justamente os que desprezavam os direitos humanos (como se fossem apenas para proteger bandidos).  São esses os homens (e mulheres) de bem que depredaram patrimônio público e defendem ditadura? Nesse sentido, cabe a pergunta que alguém fez: o que vai à mente turva não apenas de quem obedece, mas de quem comanda esse tipo de gente?

Os atos foram também resultado de um processo que se origina em 2013, onde se começou a chocar o “ovo da serpente” e a construção das bases do neofascismo, que tomou impulso com o golpe contra a presidente Dilma Rousseff em 2016 e especialmente depois de 2019.

Lênio Streck jurista, professor dos cursos de pós-graduação em Direito da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (RS) e autor entre outros livros de “O que é fazer a coisa certa no Direito” (Editora dialética, 2023) no artigo “Quem pariu o 8 de janeiro e quem o embala?”, publicado no Conjur (Consultor Jurídico, revista eletrônica especializada em notícias ligadas a temas jurídicos) no dia 12/01/2023, chamou de “o dia da vergonha” que todos deveriam repudiar, mas que “lamentavelmente muitos, inclusive parlamentares, advogados, jornalistas etc., em total dissonância cognitiva buscaram justificar”.

E salienta que os atos foram antecedidos, entre outros aspectos, pelo processo sistemático de criminalização da política e a fragilização das instituições que pavimentou o caminho para Bolsonaro ser eleito (com o apoio da grande mídia, de lideranças de igrejas, em especial de algumas neopentecostais com seus empresários da fé etc.,) e que os atos criminosos foram apenas consequência do desprezo às instituições e uma tentativa de golpe para instaurar uma ditadura no país.

Para ele, o 8 de janeiro de 2023 foi também resultado do fanatismo, da estupidez, ignorância, violência e das pregações golpistas do ex-presidente.

No artigo se refere também à operação Lava Jato e a conivência do meio jurídico, ao se constatar a sucessão de ataques à Constituição “quantos Juristas perceberam que o lavajatismo incubava o autoritarismo, que resultou no bolsonarismo?”.

Em relação aos atos, se houve uma compreensível repulsa, pelo menos dos democratas e de não fanatizados, há de se ter consequências penais exemplares para evitar que algo semelhante possa ocorrer novamente, ou seja, que a justiça faça sua parte, punindo exemplarmente não só a turba ensandecida, que invadiram e depredaram os prédios das três instituições, como também quem estava por trás, teleguiando a estupidez. Se ficarem impunes, vão continuar a tramar e tentar novamente. Não pode e nem deve haver anistia para quem conspirou e atentou contra a democracia.

E ao mesmo tempo, a importância do governo Lula em envidar todos os esforços, como tem procurado fazer, para combater a desinformação, a fábrica de fake news e de fanatismo, que são as bases do neofascismo no Brasil, que se conecta com a extrema direita global.

Homero Costa

 


8 DE JANEIRO: Anatomia de um Ataque Golpista

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

BRINDANDO A VIDA!!!

 

Marcão e Mâncio (Entrega do livro da ABER - 75 Anos da Extensão Rural no Brasil)

Marcão, Mâncio e Valdirene

BRINDANDO A VIDA!!
Na 4ª feira visitei o amigo Mâncio Cordeiro, para entrega do livro que organizei sobre a Extensão Rural. Fiz um "curso intensivo" para entrar e conhecer a sua mansão lá no Ipê. É uma senhora residência!!!.
Para quem não sabe, o Mâncio foi Presidente do BASA e Secretário da Fazenda, nos Governos da FPA, e Secretário de Agricultura e Presidente da EMATER, no Governo Edson Cadaxo. Fiz parte da sua equipe de trabalho, juntamente com Cartaxo, Franklin, Reis, e Altenor (in memoriam); Vera Gurgel, Judson e Zé Vitor.
Na oportunidade saboreamos um vinho Argentino e a "Data Vênia" Valdirene (Val) uma champanhe (acho que francesa).
Informo que Mâncio adquiriu 4 exemplares do livro e fez doação de 3 exemplares, para distribuição a meu critério. (MIF).