sexta-feira, 14 de maio de 2021

O É CANTANDO QUE A GENTE SE ENTENDE APRESENTA O "ZUM ZUM DA AMAZÔNIA" COM LARA PONTES

 

O É Cantando entrevista Lara Pontes sobre esse interessante projeto "Zum Zum da Amazônia"


É CANTANDO QUE A GENTE SE ENTENDE

Produção Musical e Apresentação: Marcos Inácio Fernandes (Marquito)

 Rádio Difusora Acreana – “A número um” e a “Voz das selvas”

Site: www.difusora.ac.gov.br - Fones: 3223-5282/3223-9696

Horário: 11:00 – 12:00 (Acre) e 13:00 - !4:00 (Brasília)

Prefixo Musical: “É Cantando Que a Gente se Entende (Sérgio Souto e Paulo César Pinheiro)

Direção Geral: Raimundo Fernandes

Data:11/05/2021 (Entrevista ao vivo com Lara Pontes – projeto “Zum Zum da Amazônia))

Seleção Musical

N. O.

Música /Compositores

Cantor/Intérprete

01

O Rancho da Goiabada (João Bosco & Aldir Blanc)

Elis Regina

02

Corsário (João Bosco & Aldir Blanc)

Elis Regina

 

 

 

03

De frente Pro Crime (João Bosco & Aldir Blanc)

Roberta Sá e João Bosco

04

Mora na Filosofia (Monsueto Menezes)

Roberta Sá

 

 

 

05

Máscara da Face ( Armando Cavalcanti & Klecius Caldas)                     )

Dircinha Batista

06

A Mulher que é mulher (Armando Cavalcante % Klecius Caldas)

Dircinha Batista

 

 

 

07

As Forças da Natureza (João Nogueira & Paulo César Pinheiro)

Tereza Cristina

08

Coração Vulgar (Paulinho da Viola)

Tereza Cristina

 

 

 

09

Anda Luzia (João de Barro)

Maria Bethânia

10

No Carnaval (Caetano Veloso & Jota)

Maria Bethânia

 

 

 

11

Exaltação ao Seringueiro (Da Costa)

Lara Pontes (Ao vivo)

12

A Natureza (Neizão do Cavaco & Dida Oliveira)

Lara Pontes (Ao vivo)

 

 

 

13

 

 

14

 

 

 

 

 

15

 

 

 

O É Cantando entrevista nesse sábado a artista acreana Lara Pontes, que vai falar sobre o projeto que está desenvolvendo intitulado "ZUM ZUM DA AMAZÔNIA". Segue uma breve sinopse desse projeto musical, que resgata os valores musicais da nossa região. Confiram. (MIF

PROJETO MUSICAL ZUM ZUM DA AMAZÔNIA

Lara Pontes aposta no Youtube para divulgar e registrar a matriz musical acreana

Cantora grava “Zum Zum da Amazônia”, série de webshows onde canta e entrevista personagens da nossa cultura

A ideia de investir em webshows veio em março de 2020, quando os artistas, sempre desamparados, foram surpreendidos com o decreto do isolamento social para deter a pandemia e, consequentemente, a suspensão de apresentações de músicos em shows presenciais. “A medida eliminou a única fonte de renda da categoria”, lembra a cantora Lara Pontes que tinha na agenda uma série de apresentações de música ao vivo.

A saída para arrecadar recursos foi a realização de “lives”, apresentações ao vivo pelo facebook. O resultado foi tão bom que motivou a cantora a levar o modelo para um canal no Youtube onde o público pode assistir a hora em que desejar e também deixar uma contribuição para a vaquinha.

O projeto prosperou de tal modo que, brevemente, Lara Pontes estará estreando em seu canal uma série de shows patrocinada pela Lei Aldir Blanc através de seleção pública realizada pela Fundação Elias Mansour. “A mesma pandemia que golpeou nossa agenda findou por viabilizar um projeto”, observa Lara, lembrando que a Lei Aldir Blanc foi instituída pelo Congresso Nacional como forma de suavizar o baque sofrido pelos artistas.

Denominada “Zum Zum da Amazônia”, a série abarca composições genuinamente acreanas, com o rufar de bumbos feitos de troncos ocos e com letras focadas no cotidiano da floresta e na sua sina, uns pondo fogo para outros apagarem e todos compartilhando a fumaça.

Larissa

 “O evento reúne composições de autores acreanos, algumas inéditas, todas elas retratando o cotidiano do povo da floresta, as queimadas, a necessidade de defesa da Amazônia e do meio ambiente e a ligação dos compositores com sua terra natal”, esclarece Lara. Batizada Larissa de Souza Pontes, a cantora nasceu em Cruzeiro do Sul, mas foi em Rio Branco que começou a cantar, aos 16 anos, integrando corais de igrejas protestantes e bandas gospel.

No ano de 2003 mudou-se para a cidade de Maringá (PR) onde trabalhou em parceria com o músico paranaense Canja no projeto “Aulas de violão e canto”, uma iniciativa da prefeitura local para musicalizar crianças da zona rural. No mesmo ano, Larissa passou a participar do vocal feminino da banda de pop rock “Pedra Lascada”, selando definitivamente sua guinada do gospel para o popular.

A partir daí Larissa decidiu investir na carreira artística, viajando para o Rio de Janeiro onde cursou Produção Fonográfica na Faculdade Estácio de Sá ao mesmo tempo em que fazia bicos estagiando como cantora na famosa casa de bossa nova “Vinicius Restaurante e Show Bar”, em Ipanema e em outras casas de shows no bairro da Lapa. Mas, como nem sempre é possível viver de música, também fazia bicos como assistente de produção no estúdio de gravação “Stúdio Up Stúdio” e como aprendiz na casa de jazz “TribOz – Rio Centro Cultura Brasil-Austrália”.

Produção

Dez anos depois de sua partida, Larissa retornou a Rio Branco e passou a se dedicar à pesquisa de composições e sonoridades acreanas e a projetos culturais na área de música e áudio com apoio das leis de incentivo cultural. Em 2016 adotou o nome artístico de Lara e profissionalizou a carreira, geralmente acompanhada por Geraldinho. Desta parceria surgiu o projeto Zum Zum da Amazônia, que ela emplacou em 2019.

“O que vamos apresentar agora é uma nova versão daquele projeto Zum Zum da Amazônia, com uma formatação totalmente diferente de um show ao vivo, mas vamos trazer composições e músicos que participaram daquele evento para as gravações”, esclarece Lara. Um dos principais autores do repertório é o compositor de Sena Madureira, Narciso Augusto, que agrega à banda instrumentos de percussão utilizados por povos indígenas e ribeirinhos com quem convive nas profundezas da floresta.

A série está em fase de pré-produção, devendo entrar no ar até o fim de abril. Lara é meticulosa.  Reuniu uma variada gama de profissionais para as gravações, incluindo cinegrafistas e cenógrafos. Vai gravar as músicas e as entrevistas no Memorial dos Autonomistas e no Parque Capitão Ciríaco. O jornalista George Naylor é o diretor e produtor do evento. “A ideia é deixar a artista livre para se preocupar apenas com o seu canto”, justifica George. O ator Ivan de Castela também faz parte da equipe de produção. Quem teve a felicidade de ver Zum Zum da Mata no Teatro Barracão não tem dúvidas de que o espetáculo é mais do que uma promessa.


Nenhum comentário:

Postar um comentário